velodromo

Coberto e com pista de madeira, velódromo da Rio-2016 é considerado um dos melhores do mundo (Foto: AFP PHOTO)

Fábio Suzuki e Guilherme Cardoso
07/10/2016
06:05
São Paulo (SP)

O Velódromo do Parque Olímpico do Rio de Janeiro não vai ficar muito tempo sem uso. Pelo menos, essa é a expectativa da Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) e do Ministério do Esporte. Em parceria com a prefeitura do Rio de Janeiro, as duas entidades pretendem realizar um evento no local em dezembro, o primeiro após a Olimpíada e a Paralimpíada.

– Estou trabalhando com prefeitura para tentar fazer, ao lado do Ministério do Esporte, um evento inaugural do legado olímpico. Queremos promover algo aos ciclistas brasileiros - disse o presidente da CBC José Luiz Vasconcellos, ao LANCE!.

Todo esse evento seria realizado em parceria com o município por meio de um convênio, e o orçamento preliminar é de R$ 375 mil.

– O que estamos tentando fazer, com o apoio do Ministério, é uma competição nacional para ser realizada ainda este ano no velódromo do Rio. Esse projeto já foi apresentado na semana passada e deve ocorrer em dezembro – comentou o ministro do Esporte, Leonardo Picciani.

Com quase 20 dias após o fim dos Jogos Paralímpicos, ainda não foi definido como será o uso de algumas arenas do Parque Olímpico. O temor é que algumas não sejam aproveitadas como legado após os Jogos.

A expectativa em relação ao velódromo do Rio é que ele fosse utilizado já no Campeonato Brasileiro de pista (de elite e paraciclismo), a partir de segunda-feira, dia 10. No entanto, a competição será em Maringá (PR). O velódromo da cidade paranaense foi usado pela Seleção Brasileira na preparação para a Rio-2016, mas é descoberto e tem a pista de concreto, o que gerou críticas.

– Acho um absurdo fazer um brasileiro em um local que não seja no Rio. Temos um centro de qualidade olímpica, um dos melhores do mundo, onde recordes foram batidos... – comentou Claudio da Silva Santos, presidente da Federação de Ciclismo do Estado do Rio de Janeiro.

Tanto CBC quando o Ministério do Esporte garantem que a escolha por Maringá já tinha sido feita meses atrás, antes mesmo de o velódromo do Rio de Janeiro ficar pronto.

– Um Campeonato Brasileiro não é fechado um mês antes. Isso foi acertado um ano atrás, existe uma demanda. O equipamento em Maringá está excelente. Foi construído um no Rio, em perfeitas condições, mas não tínhamos tempo para fechar isso. Até então, o velódromo do Rio segue fechado, existem os trâmites legais para ser usado – disse Vasconcellos.

Ao saber das justificativas, Santos amenizou suas críticas:

– Respeito a palavra dos dois em relação a isso. Se tinha o velódromo pronto para a Olimpíada e a Paralimpíada, poderia ter sido pensado no Brasileiro. Mas vou respeitar.