Super Bowl

Patriots vão à prorrogação e superram Falcons por 34 a 28 AFP

Carolina Alberti
06/02/2017
21:00
São Paulo (SP)

Era mais uma noite típica do verão paulistano, onde as pessoas se prepararam para o inicio de mais uma semana recheada de trânsito e tarefas a cumprir. Alguns aproveitaram as últimas horas de um quente domingo para ir ao cinema, mas se enganam os que acham que os sucessos 'La La Land' ou 'Até o último homem' eram os responsáveis por lotar uma sala de cinema às 21h.

O público jovem que se dirigia diretamente as salas escuras com uma gigante tela branca tinham pulseiras nas mãos, identificando que uma sessão especial estava à caminho. Mas qual seria este seleto e lotado evento que divertiria o final de noite daquelas pessoas? 'A final do Super Bowl!', lia-se em um ingresso impresso em folha sulfite branca.

Pelo quarto ano consecutivo, o evento que traz mais espectadores do que a Cerimônia de Abertura de uma edição olímpica. Apenas nos Estados Unidos, uma média de 144 milhões pessoas acompanham à final, muito diferente dos 26,5 milhões de americanos que acompanharam a abertura da Rio-2016.

Porém, diferentemente do que acontece nos jogos de futebol, não existia um grupo de pessoas que se uniam pelo amor a um time. Ao contrário, muitos estavam tendo seu primeiro contato com o futebol americano pela primeira vez e... o que era visto como algo chato e difícil de compreender, se tornou algo divertido e repleto de paixão, fazendo com que aquela simples sala localizada no terceiro piso de um shopping que tinha um já silencioso estádio de futebol ao lado, em uma extensão do NRG Stadium.

A emocionante final entre Falcons e Patriots, vista pelas telas do cinema, agradou aos espectadores, que gritavam, apoiavam e aprendiam sobre uma das mais populares paixões americanas. Com a promessa de retorno, o público brasileiro começa a dar Boas-Vindas ao Super Bowl que apresentou o marido de Gisele Bündchen como Tom Brady e deixou o esporte americano com um jeitinho mais brasileiro.