LANCE!
02/06/2016
06:50

Feito por basqueteiros para basqueteiros, o Canal Chuá, com mais de 20 mil inscritos no Youtube, se transformou em um dos principais meios de comunicação sobre a modalidade. Por isso, na terça-feira, o LANCE! recebeu Douglas Viegas e Gabriela Neves, dois de seus apresentadores, para um bate-papo sobre as finais do NBB e da NBA. Em relação à liga profissional americana, os palpites foram decididos: ela aposta no Golden State Warriors, enquanto ele acredita no Cleveland Cavaliers.

Também, pudera: ex-jogador da Wagner College e familiarizado com a cultura esportiva dos Estados Unidos, Douglas, o “Ninja”, é torcedor declarado do Cavs. Por isso, torce para que LeBron James e companhia conquistem o primeiro título da história da franquia.

Porém, se engana quem acha que o palpite de sua colega de canal traz menos conhecimento. Filha de Marcel e esposa de Guilherme Giovannoni, Gabriela, a “Gabi”, diz acreditar que o time Stephen Curry vai comemorar o título das finais.

Além de palpitarem, os dois explicaram ao LANCE! a origem do canal e apostaram que um brasileiro pode ser uma das novidades da próxima temporada da NBA. Confira a primeira parte do bate-papo com a dupla:

LANCE!: Agora, com as finais do NBB e da NBA, vocês devem estar correndo muito. Por outro lado, tem dado resultado com o crescimento do canal. Vocês estão satisfeitos?
Gabriela Neves:
O canal começou há uns dois anos atrás no Mundial. A gente fazia uns programas de 24 segundos, uma coisa assim. Aí a gente parou um pouco, e em setembro a gente chamou o Douglas. Então não tem nem um ano de canal mesmo, quando a gente começou a fazer os programas.
Douglas Viegas: Fizeram essa c…, foram lá e me convidaram (risos), e aí a gente resolveu falar de basquete mesmo.

Como surgiu a ideia?
GN: A ideia surgiu do seguinte: O meu marido, que vê muito canal no Youtube, ele já tinha comentado que não tinha um canal de basquete
DV: Quem é seu marido, que eu não sei? (Risos)
GN: É o Guilherme Giovannoni. Olha só que lindo!
DV: Que rapaz de sorte (risos)
GN: Eu tenho uma produtora. E ele falou assim: “Porque vocês não pensam em fazer um canal sobre basquete”? Aí eu falei “nossa, será, será”? E essa ideia foi, dois anos atrás a gente começou a fazer e meio que explodiu agora. Mas a ideia foi meio que dele, praticamente. Daí eu levei para a Carol, que também é sócia nossa, para o Bruno, que apresenta também o programa, daí a gente chamou esse inútil aqui (risos) e o Mauro que veio também.
DV: Como a Gabi falou, eles começaram meio que três anos atrás. Só que coincidiu naquela época, e o Guilherme mesmo já vetou porque nós estávamos começando com a AAPB (Associação de Atletas Profissionais de Basquete) e a AAPB é uma coisa séria. Então, a gente não podia ter um vínculo com alguma coisa que parecesse zoeira, sabe? Na verdade, não é esse o propósito. O propósito, você viu, é ter conteúdo, e ele virou entretenimento porque todo mundo gosta de ver uma coisa divertida. Então, ali, o Guilherme vetou. Aí, passou um tempinho, ele avisou as meninas, as cabeças-de-bagre lá, e falou “pessoal, se quiserem fazer um convite para o Douglas, faz aí”. Aí, ela cometeu a c… de me ligar e eu aceitei.
GN: Teve um dia que a gente estava meio deprê e eu falei para ele “lembra, Ninja, aquele dia que eu te liguei? Você podia ter falado não”! (risos)
DV: Nossa senhora (risos). Porque que eu fui topar?

Como vocês acha que atingiram o sucesso que têm?
DV: Cara, eu vou falar que virou de verdade o seguinte: aceitação, primeiro, com os jogadores. Porque a gente tem um propósito muito claro: a gente faz basquete para quem gosta de basquete. Nós não estamos lá para ficar te ensinando as coisinhas. É basquete! Aí, os jogadores começaram a ter essa aceitação, todo mundo abraçou e aí a coisa começou a crescer. Aí, a gente foi pegando, foi trazendo o pessoal aos poucos e ficou uma coisa bacana.
GN: É, foram os jogadores mesmo.
DV: Esse é o nosso melhor feedback. Eu falo para você que para a gente, o que foi mais importante, quando eu sei que o canal está mesmo legal, é quando os caras da NBA me ligam e falam “e aí Ninja, quando eu vou estar aí no Chuá”? Aí eu falo “está precisando aparecer, meu? Está meio sem dinheiro agora e precisa aparecer?” (risos)
GN: É, eles gostam, eles querem. É verdade!
DV: E esse cross que a gente começou a fazer agora com outros youtubers, levando artistas e celebridades para falar de basquete ajudou a dar esse “boom”.

L!: Tem algum momento especial que vocês lembram? Um programa que gostaram mais, um convidado, uma entrevista?
DV: Tem umas pessoais que eu gosto mesmo. Para mim, com o Alex foi fenomenal, com o Marcel foi fenomenal, com o Marcelinho Huertas…
GN: E com o Magnano, que a gente gravou agora. Para mim, foi aquele momento. Ele foi, feliz! Ele falou assim: “eu gostei de estar aqui”. E ele foi mesmo! Não foi nada de favor para ninguém. A gente ligou para a CBB e ele aceitou. Ele falou “estou indo”, ele pegou o táxi e foi, falou com a gente e se divertiu. Para mim, aquilo foi importante.

L!: Nesse ano, temos três jogadores que jogam no Brasil inscritos no Draft: Danilo Fuzaro, Deryk e Wesley Sena. Acham que algum tem chances de ir para a NBA?
DV: Wesley Sena é o que mais tem chances. Wesley Sena é realidade.
GN: Ele é enorme, né? É um monstro.
DV: 2,12m você não acha na esquina. Ele pode ter um futuro parecido com o do Felício. Ele tem tamanho, ele é jovem...
GN: Ele tem o físico da NBA.
DV: Para você ter uma ideia, o pessoal de lá me pediu, me ligaram, ele tem faculdade lá, quatro anos, garantida. Dá para ele pular, mas ele já colocou a NBA na cabeça. Ele era um dos meus novinhos lá no Palmeiras. Ele não jogava ainda no adulto, mas ele era muito pirulão. Tem chance real de ser draftado. O pessoal está gostando muito de jogador brasileiro, então ele têm chance de entrar. A gente torce muito, porque quanto mais amigo milionário melhor (risos).

Em quem vocês apostam na final da NBA?
DV: Cleveland, né?! Chegou a hora do LeBron (risos)
GN: Warriors, 4 x 2.

Nesta sexta-feira, o LANCE! publica a segunda parte da entrevista, dessa vez falando sobre NBB.