Desafio Mano a Mano - Rosângela Santos

Rosângela Santos venceu o Mano a Mano (Foto: Guilherme Taboada e Guilherme Ferraz/Agencia Sport Session)

Jonas Moura
01/10/2017
20:35
Rio de Janeiro (RJ)

A prova dos 100m feminina do Desafio Mano a Mano, neste domingo, teve Rosângela Santos como campeã, mas foi apenas um início de caminhada rumo a Tóquio-2020. Principal velocista do país atualmente, ela cogitou encerrar a carreira ao fim dos Jogos do Rio e diante da perda de patrocínios, mas mudou de ideia e agora está mais motivada do que nunca. Aos 26 anos, a atleta tirou lições do ano passado e fez um balanço do que deu errado em sua participação na Olimpíada.

– Meu erro para 2016 foi ter ficado muito ligada na responsabilidade de competir em casa, com todos contando comigo. Isso me atrapalhou um pouco. Este ano, cheguei ao Mundial totalmente despreocupada e superei o meu melhor resultado. Agora, se estiver bem treinada, sei que chegarei bem – disse a velocista, que foi eliminada na semifinal da Olimpíada do Rio, com 11s23.

Sem nenhuma rival estrangeira, ela confirmou o favoritismo e levou o título do Mano a Mano pela terceira vez, com tempo de 11s63. Andressa Fidelis ficou em segundo, com 12s13, e Franciela Krasucki acabou em terceiro (12s80).

– Tive apenas uma semana de férias depois do Mundial de Londres. Comecei a treinar e fiz uma mudança nos meus treinos para vir competir aqui. O Mano a Mano é uma competição que eu adoro. É uma oportunidade única de estar no Brasil e ver minha família – contou Rosângela.

A atleta vem empolgada pela quebra da barreira dos 11s no Mundial de Londres. Na ocasião, ela bateu o recorde sul-americano, com 10s91, e se tornou a primeira atleta do país a ir à final dos 100m na competição.

– A ficha ainda não caiu. Ontem (sábado), eu parei em casa para rever aquela prova. Até então, não tinha visto. A emoção tomou conta de mim. Estou muito feliz pelo que fiz e passei a treinar ainda mais – disse a brasileira. 

Ela acredita que a marca registrada neste domingo pode ser considerava boa para o momento. De olho no calendário de 2018, planeja melhorar o tempo e tem como meta disputar o Mundial Indoor, em março. Para isso, manterá na rotina uma mudança que considera determinante para sua evolução.

– Posso considerar essa prova de hoje a primeira do ano (que vem). Vou continuar fazendo corridas longas, que não gosto (risos). Funcionou para fazer os 10s90, então, vamos fazer mais.