Volta de Sto. Amaro

Divulgação

LANCE!
13/03/2018
15:07
São Sebastião (SP)

Com apenas três anos de existência, o clube de canoa havaiana de São Sebastião (SP), o São Seba VA´A, conquistou um resultado expressivo no último domingo. Quatro atletas da equipe e da cidade estiveram na equipe que ficou com o 3º lugar na Volta de Santo Amaro, a mais importante competição nacional do esporte que teve sua 15ª edição, travessia realizada entre Santos (SP), Guaruja (SP) e Bertioga (SP) com 75km de distância.

A equipe foi formada por Geórgia Michelucci, Robson Bitencourt (Toko), Ludmila Tavolaro e Edílson Assunção, o Alemão de Maresias, que também é um dos maiores surfistas de ondas gigantes do país, representando a cidade, mais dois competidores de Niterói (RJ), Douglas Moura e Zeca Freitas, além de Vanessa Soares de Brasília (DF),Thais Romiti de Santos (SP) e Priscila Sanches de Bertioga (SP). Ao todo 33 equipes com 600 competidores disputaram o evento.

A equipe terminou atrás apenas do time campeão que veio de Santos e do segundo lugar que ficou com equipe formada por baianos.

"Foi um grande Desafio superado, a equipe se encontrou na Canoa e remamos como muita garra e determinação, todos saímos mais fortes. Com apenas três anos de clube de canoa em São Sebastião fomos agregando adeptos, atualmente 160 pessoas, e conseguimos formar atletas fortes, que contribuiram para esse resultado", disse Geórgia que também coordena o projeto social "Canoa para Todos", com foco nas práticas integrativas e complementares de Saúde, com integração Saúde - meio ambiente -esporte - assistência social e desenvolvimento humano com o apoio total de TODOS os integrantes do clube. O projeto acontece na Praia do Porto Grande, em sua cidade natal. O projeto envolve crianças, adolescentes, idosos, pessoas com mobilidade reduzida, APAE, proporcionando a vivência na canoa fortalecendo os laços de União, de unidade, do espírito de cooperativismo e respeito à Deus, á si mesmo, à Família e ao Meio Ambiente. Todos somos Um, Juntos somos mais Fortes. Canoa tem sido usada muito para fazer as pessoas se integrarem com o coletivo.

Atletas disputam Seletiva do Mundial de Sprint Tahiti 2018 em Brasília (DF) no sábado - Geórgia se concentra agora para a disputa desta seletiva nacional, que dará vaga para o Mundial Sprint que será realizado no Tahiti, um dos berços do esporte. Ela e Toko já estão garantidos na categoria Master ao lado das remadoras locais, Joyce Michelucci e Aline Abad, e ainda atletas de São José dos Campos, Mônica Neisser, Patrícia Ballarini e Margareth Sato. Geórgia busca na Seletiva a vaga na categoria Open 500 metros e 1.500 metros ao lado de Vanessa, Ludmila, Paula Figueiredo, Mariana Abdalla e Dani Maia.

"Minha expectativa é conseguir a classificação também para o Mundial nas categorias Open com as meninas, temos boas possibilidades, mas a disputa estará acirrada. Estou garantida na categoria Master, então meu objetivo agora fazer o meu melhor e buscar um bom resultado nessa categoria. Quero muito vivenciar a cultura polinésia e aprofundar conexão com a canoa que é um instrumento de cura e tem feito grandes adeptos no projeto Canoa para Todos que desenvolvemos. Além de defender o Brasil que cada vez mais está ganhando espaço no mundo da canoa tenho grande interesse em vivenciar a rotina onde eles tem a canoa como parte da família", seguiu Geórgia.

A canoa havaiana e polinésia - diferenciadas pelo formato do casco, a polinésia é composta por um cockpit mais arredondado - datam de três mil anos atrás e eram utilizadas para deslocamento entre as diversas ilhas do Tahiti e do Havaí. No Brasil chegou no início dos anos 2000.