Peyton Manning em Coletiva

Em diversos momentos de seu depoimento, Peyton Manning se emocionou (Foto: DOUG PENSINGER/AFP)

LANCE!
07/03/2016
17:11
São Paulo (SP)

Foram 18 anos de uma vitoriosa carreira: dois títulos, dezenas de recordes, dois times, cinco eleições como melhor jogador, e outros rótulos que serão difíceis de serem igualadas. Mas, aos 39 anos, o lendário quarterback Peyton Manning escreveu o último capítulo de sua história na NFL, anunciando sua aposentadoria um mês após a conquista do Super Bowl.

- Há alguma coisa nesses 18 anos... 18 é um bom número. E, hoje, eu me aposento do futebol profissional - disse Manning, logo no início de seu depoimento, na sede do Denver Broncos, com a voz embargada.

Próximo dos seus 40 anos, que serão completos no próximo dia 24, Manning deixa a liga na liderança histórica de diversos quesitos, como vitórias (200), jardas de passe (79.279), passes para touchdown (579), eleições como melhor jogador da temporada (cinco) e convocações ao Pro Bowl (14).

Em sua carreira, o quarterback atuou por apenas duas equipes: o Indianapolis Colts, de 1998 a 2011, e o Denver Broncos, onde encerrou sua carreira, de 2012 a 2016. Pela franquia de Indiana, conquistou o título do Super Bowl em 2007, além do vice-campeonato em 2010. Pelo time de Colorado, foi vice em 2014 e campeão nesse ano.

- Quando alguém chega a um ponto tão exausto e experiente como eu, não pode deixar de reverenciar o esporte. Eu reverencio o futebol americano, eu amo o futebol americano. Então você não precisa perguntar se eu irei sentir falta disso, eu com certeza irei- relatou o jogador, em outro momento emocionado.

- Nossas crianças são pequenas ainda, mas quando elas crescerem vamos ensiná-las a aproveitar as pequenas coisas da vida, porque um dia elas olharão para trás e irão perceber que essas, de fato, eram as coisas grandes.

Entre as "pequenas" coisas que Peyton afirmou que sentirá falta, uma delas chamou a atenção: Tom Brady. O agora aposentado jogador protagonizou uma rivalidade histórica com o quarterback do New England Patriots, com quem também rivaliza, para muitos, pelo posto de melhor da história.

- Vou sentir falta daquele aperto de mão com o Tom Brady.  E vou sentir falta até mesmo dos torcedores do Patriots em Foxborough. E eles devem sentir minha falta, porque com certeza me tiraram muitas vitórias.

Em suas últimas palavras, Manning afirmou que buscou se preparar melhor do que todos em seus 18 anos na liga, e disse que ainda não sabe o que fará agora que sua carreira chegou ao fim. Para ele, o rol de possibilidades é grande. 

- Cada momento, cada gota de suor, cada vez que a minha visão embaçou em uma preparação, cada anotação que fiz ou vídeo que assisti foi por uma coisa: reverência à esse jogo. Haviam jogadores melhores que eu, mas nunca mais preparados.

- Há um versículo de Timóteo, 4:7 que diz: Combati o bom combate, completei a corrida, perseverei na fé. Bom, eu lutei uma boa luta, eu terminei minha corrida no futebol e, após 18 anos, chegou a hora. Deus abençoe todos vocês. E Deus abençoe o futebol.

Em 18 anos, Peyton foi responsável por revolucionar o esporte nos Estados Unidos. Seus números, recordes, títulos e conquistas, hoje, ficam em segundo plano. O que a comunidade do futebol americano mais repetiu nas últimas horas e seguirá afirmando é: Manning fará falta.