Oscar Pistorius

Oscar Pistorius foi condenado a seis anos de prisão pelo homicídio doloso de sua namorada (Foto: AFP)

LANCE!
06/07/2016
14:59
São Paulo (SP)

Mais uma parte do julgamento do ex-velocista paralímpico Oscar Pistorius foi completa nesta quarta-feira. O sul-africano foi condenado a seis anos de prisão por atirar e matar sua namorada Reeva Steenkamp há três anos, em sua casa na África do Sul.

Em primeira instância, o ex-atleta havia sido condenado a cinco anos por homicídio culposo (sem intenção de matar). Após uma apelação da promotoria, a pena foi revista para homicídio doloso (com intenção) e seis anos.

Pela lei sul-africana, a sentença mínima para crimes dessa magnitude é de 15 anos, porém, por ser réu primário e não ter um potencial para reincidência de algum delito, a juíza Thokozile Masipa o condenou a um período menor de encarceramento.

- Ele não pode estar em paz. Um encarceramento a longo prazo não servirá como justiça. Ele é um réu primário e, considerando esses fatos, não é provável que ele reincida no crime - disse a magistrada.

Em outubro do ano passado, Pistorius passou a cumprir regime aberto após passar um ano na prisão. Agora, ele poderá solicitar uma condicional depois de cumrprir dois terços de sua pena, ou seja, mais dois anos em regime fechado.

- Como ficaremos satisfeitos se lutávamos por uma pena de 15 anos e recebemos apenas seis? - questionou o porta-voz da promotoria Bulelwa Makeke, que não confirmou se eles irão apelar novamente à decisão, dessa vez, à Suprema Corte de Apelações.

- Eu não quero voltar à prisão. Se eu tive essa oportunidade de redenção, gostaria de ajudar os menos afortunados. Quero acreditar que a Reeva possa estar olhando para baixo e querendo que eu viva a minha vida - disse Pistorius.

Há três anos, no dia dos namorados, Oscar Pistorius atirou e matou sua namorada através da porta do banheiro. O ex-velocista disse que confundiu a mesma com um ladrão e, assim, teria agido em legítima defesa. Especialistas sul-africanos consideravam que o ex-atleta seria sentenciado de 11 a 14 anos em regime fechado, segundo a agência de notícias francesa AFP.