Leonardo Picciani, ministro do Esporte (Foto: Igor Siqueira)

Leonardo Picciani, ministro do Esporte (Foto: Igor Siqueira)

Igor Siqueira
04/10/2016
17:18
Rio de Janeiro (RJ)

O futuro da Educação Física no Ensino Médio brasileiro acabou virando um dos temas abordados nesta terça-feira em um seminário no Rio, do qual participaram o ministro do Esporte, Leonardo Picciani, o ex-velejador Torben Grael, o pugilista campeão olímpico Robson Conceição, o nadador paralímpico Daniel Dias e o ex-judoca Flávio Canto.

Picciani foi "pressionado" por Torben durante uma das falas sobre o futuro da disciplina nas escolas brasileiras e, em conversa com jornalistas, explicou o motivo de apoiar a reforma da grade escolar, citando os Estados Unidos com exemplo.

- Todas as matérias estão se tornando opcionais. Obrigatórias só Português e Matemática, como é na maioria dos países desenvolvidos. Os Estados Unidos são potência olímpica e no currículo só Inglês e Matemática são obrigatórias. O sucesso da Educação Física não é estar como obrigatória e sim na oferta de profissionais e equipamentos esportivos para as escolas - disse Picciani.

Torben, muito aplaudido, não fez cerimônia ao criticar o projeto do governo Temer.

- Tem que fortalecer o esporte escolar em vez de acabar com a Educação Física. Não é porque a coisa não funciona em 40% das escolas que tem que acabar. Tem que fazer o contrário, fazer funcionar - disse o maior medalhista olímpico do Brasil.

O ministro acrescentou que o assunto será debatido posteriormente no Congresso.

- Creio que é necessário renovar e reformar o Ensino Médio brasileiro, torná-lo mais moderno, mas compatível com o mundo atual. Esse é o desejo do Ministério da Educação. A Educação Física será mantida no currículo nacional, cabe ao Ministério fomentar. Sou favorável à transformação do Ensino Médio que a Medida Provisória se propõe a fazer. Esse tema ainda será debatido no Congresso Nacional. O que a MP garante como matérias obrigatórias são português e matemática. As demais, matérias importantes como Educação Física, geografia e história, estão no currículo nacional. Os alunos poderão fazer a carga horária. Sou favorável a essa liberdade - comentou.

Leonardo Picciani, ainda em resposta a Torben, citou que os recursos do esporte educacional serão aproveitados da melhor forma.

- Quando assumi o Ministério, 90% do orçamento da Secretaria Nacional de Esporte Educacional estavam contingenciados, tinham sido alocados em outras áreas do Ministério. Um dos primeiros trabalhos que a equipe desenvolveu foi desenvolver parte do orçamento. Um compromisso para 2017 é executar na integridade o orçamento da Secretaria - emendou.