Felipe Domingues
14/02/2016
12:25
São Paulo (SP)

Por definição, um cometa é um corpo celeste, uma estrela que cruza o espaço e, raramente, é visto. A palavra “rara”, porém, não pode ser usada para definir Kobe Bryant no All-Star Game. Neste domingo, às 23h30 (de Brasília), em Toronto (CAN), ele faz sua última aparição entre os melhores da liga, após 18 escolhas em 20 anos.

No início dessa temporada, o ala do Los Angeles Lakers anunciou que se aposenta no fim do ano, aos 37 anos, em uma carta na qual declarou seu amor ao basquete.

Em uma “turnê de despedida”, Bryant segue arrancando aplausos em todos os ginásios que atuou na liga. Hoje, em Toronto, ele terá outra chance de ser ovacionado.

Na votação pública para o All-Star Game dessa temporada, mesmo sem atuar em sua plenitude na primeira metade do campeonato, o “Black Mamba” liderou com folgas. Foram 1.891.614 de votos, contra 1.604.325 do segundo, Stephen Curry, atual MVP e campeão da NBA pelo Golden State Warriors.

O motivo pode ser simples. Analisando a lista de recordes (apenas no fim de semana das estrelas), o ala aparece em primeiro nos quesitos: mais MVPs (quatro), mais escolhas consecutivas (17), mais partidas como titular (16), mais pontos (280), mais jovem a vencer o concurso de enterradas (18 anos, em 1997), apenas para citar alguns deles.

Na carreira, Kobe ainda é o terceiro maior pontuador da história da NBA, com 33.243, contra 38.387 de Kareem Abdul-Jabbar, e décimo em média de pontos (25,1 por jogo).

O palco do confronto de hoje é casa do Toronto Raptors, time contra quem o jogador tem uma das mais felizes lembranças de sua carreira.

Em 2006, no ginásio do Lakers, o ala marcou 81 pontos em 42 minutos contra os canadenses, tornando-se o segundo maior pontuador da história em um jogo – atrás de Wilt Chamberlain, com 100 pontos em 1962.

Com tantos números e recordes, aos 37 anos, Kobe já deixou para trás o status de estrela. De raridade ímpar, o “Cometa Bryant” faz sua última aparição no All-Star Game.