Robert Scheidt

Robert Scheidt ingressou na 49er em janeiro deste ano (Foto: Divulgação)

Carolina Alberti
15/07/2017
07:00
Ilhabela (SP)

Enquanto Robert, dono de cinco medalhas olímpicas, se aventura em uma nova classe de vela pensando em Tóquio-2020, seu irmão mais velho, Thomas Scheidt tem uma vida mais tranquila. Com a vela correndo em suas veias, o Macarrão se aposentou das competições no ano passado e, após vinte e poucas aparições na Semana de Vela de Ilhabela como velejador, ele é um membro da comissão de regata da classe HPE. 

Com o mesmo estilo do irmão, com cabelos loiros e olhos azuis, Thomas explica que a vela é uma herança da família Scheidt. 

- É uma coisa que meu avô já velejava, meu pai já velejava. Em casa todo mundo velejou - conta.

Entre os três filhos de Carin e Fritz, Robert foi o que conquistou mais prestígio no mundo da vela. Thomas, contudo já campeão mundial de vela na Classe Pinguim e também esteve ao lado do irmão durante sua trajetória. 

- Eu trabalhei junto com ele durante bastante tempo, ajudei ele a ir para a China e no Pan do Rio-2007 - relata. 

Sobre a nova aventura de Robert, aos 43 anos, na classe 49er - ao lado do proeiro Gabriel Borges - Thomas vê evolução no desempenho do caçula. 

- Ele já está indo muito bem. A princípio ele teve um pouquinho de dificuldade, o barco é muito diferente do que ele está acostumado, mas ele se adaptou muito rápido. O Robert é incrível, em qualquer barco que ele sobe em questão de tempo ele já está super adaptado e já está ganhando as regatas.

Afastado das competições desde o ano passado, Macarrão afirma que as vezes a saudade das competições bate, mas que sua decisão, pelo menos nos próximos anos, é definitiva. 

- Acho que todo mundo tem o seu tempo. O meu como competidor de iatismo já acabou. Eu estou com um problema crônico nas costas, é uma coisa que dificulta muito para velejar de HPE. Ultimamente eu tenho só velejado de windsurfe, mais por curtição e nada de competição - explica. 

Desde então, a relação entre Thomas e os campeonatos é como parte das comissões. Pela primeira vez fora das águas de Ilhabela, ele afirma que as condições da 'festa da vela brasileira' estão boas.

- A gente pegou uma semana muito boa. As condições estão perfeitas, o que está facilitando o nosso trabalho como comissão de regata.

Além das boas condições, a competição que se encerra neste sábado, também é uma grande oportunidade para rever amigos e trocar experiências, já que o evento comporta diversas gerações.

- O legal da Semana de Vela é que ele é o maior evento da modalidade na América Latina. Uma vez por ano a gente acaba se cruzando com todos os nossos amigos de diferentes estados, além da mescla entre velejadores amadores e profissionais.