Ricardo Fischer é fotografado com saco de gelo no joelho após lesão (Foto: Caio Casagrande/Bauru Basket)

Ricardo Fischer é fotografado com saco de gelo no joelho após lesão (Foto: Caio Casagrande/Bauru Basket)

Felipe Domingues
16/03/2016
15:34
São Paulo (SP)

Uma tentativa de arremesso. Um salto. Uma queda. E o fim de um sonho. Essa foi a cronologia que tirou o jovem armador do Bauru, Ricardo Fischer, de 24 anos, da Olimpíada do Rio de Janeiro. Na última sexta-feira, na semifinal da Liga das Américas contra o Flamengo, o atleta rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito e deu adeus à chance de representar o Brasil nos Jogos.

Com uma recuperação de seis a oito meses a partir do momento da cirurgia, que ainda não foi feita, o jogador, tido como um dos maiores candidatos à vaga na armação da Seleção, perdeu a chance de disputar o evento em casa. Em entrevista ao LANCE!, ele comenta sobre o sonho perdido.

- Até sair da ressonância, eu tinha um pouco de esperança de ser algo mais leve, mas foi um baque saber do tempo de recuperação, logo em um ano tão importante - comentou o jovem.

Na última Olimpíada, o treinador argentino da Seleção, Rubén Magnano, convocou quatro armadores: Marcelinho Huertas, Raulzinho, Leandrinho e Larry Taylor. Para a Rio-2016, os três primeiros nomes devem se repetir, enquanto o americano naturalizado brasileiro, em má fase, tinha grandes chances de perder seu lugar para Fischer.

Fischer disputou o Pan de Toronto (Foto: Inovafoto)
Ricardo Fischer disputou o Pan de Toronto (Foto: Inovafoto)

Apesar de não estar confirmado nos Jogos, o jogador do Bauru era ventilado como principal candidato à vaga, especialmente após a boa participação no Pan-Americano de Toronto (CAN), no ano passado, e o momento melhor do que o outro concorrente ao posto, Rafael Luz, do Flamengo.

- Não contava com a vaga na Olimpíada já, mas o Magnano veio até Bauru conversar com a gente e disse que eu estava na briga por esse posto. Pediu para eu continuar treinando firme que eu estava nessa lista de jogadores que poderiam ser convocados - disse, antes de revelar quem ele pensa que irá "substituí-lo" nessa corrida:

- Para a Olimpíada, eu acredito que o Rafael Luz vá. Ele está há muitos anos na Seleção, é um jogador muito inteligente, e acredito que é um cara que vá.

- A Olimpíada é o ápice e o sonho de qualquer jogador. Em casa, isso duplica. Vai saber quando teremos uma de novo. Mas tive dois dias pensando nisso e preciso parar. Tenho de pensar na minha recuperação - completou.

Com a chance perdida, Fischer quer "mudar o pensamento". Ao invés de se lastimar por não ir ao Rio de Janeiro, o foco agora é se recuperar da lesão e, quem sabe, voltar a brigar por uma vaga na Seleção. Afinal, aos 24 anos, o jovem ainda tem muito pela frente. E o Brasil muito a ganhar.