Peyton Manning

Peyton Manning vai em busca do seu segundo título de Super Bowl, aos 39 anos(Foto: Ezra Shaw/Getty Images/AFP)

Felipe Domingues
07/02/2016
10:05
São Paulo (SP)

Defesa, defesa e defesa. Ironicamente, talvez essa seja a melhor “arma ofensiva” do Denver Broncos para o duelo deste domingo, a partir das 21h30 (de Brasília) contra o Carolina Panthers no Super Bowl 50. Mas como ignorar a lenda Peyton Manning?

O quarterback de 39 anos já mostra claros sinais de que não é mais o mesmo, sofrendo nessa temporada com falhas que não foram costumeiras em sua vitoriosa carreira. Mesmo assim, ainda provoca temor nos adversários. Sua mobilidade não é a mesma, assim como a força no braço. Mas, talvez, não exista um jogador de futebol americano que tenha pisado no campo em toda a história com tanta habilidade para comandar uma equipe e alterar jogadas conforme o rival.

Contra a forte defesa do Panhers, o Denver precisará mais do veterano do que nunca. Sua calma, talvez, seja essencial nos momentos em que nada parece dar certo. E já vimos a franquia de Carolina fazer isso com diversos rivais no ano.

No começo da temporada, Manning guiou o time aos trancos e barrancos, até “ser encostado” com uma lesão no pé esquerdo. Poupado da reta final do campeonato, reassumiu o time nos playoffs. E é exatamente esse “descanso” que pode ser decisivo. Na semifinal e final da Conferência Americana, ele mostrou traços da velha forma.

Derek Wolfe e Von Miller
Defesa do Broncos assusta (Foto: Dustin Bradford/Getty Images/AFP)

Mas o que deve carregar o Broncos nessa decisão é aquilo que abriu esse texto: sua defesa.

Os linebackers Brandon Marshall, Von Miller, Danny Trevathan e DeMarcus Ware são quatro dos principais nomes do campeonato, enquanto os safeties e cornerbacks T.J. Ward, Aqib Talib e Chris Harris aliam experiência, força e inteligência ao corpo de defensores do Denver, assim como o defensive end Derek Wolfe.

Um ponto forte do time do Colorado é a sua experiência, em antagonismo à juventude do Carolina. Nos momentos cruciais de um jogo, ainda mais no Super Bowl, isso pode fazer a diferença. Mas fará?