LANCE!
02/04/2018
19:17
Rio de Janeiro (RJ)

O Conselho Nacional do Esporte reunido no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira, aprovou por unanimidade o relatório sobre a aplicação de recursos da Lei Agnelo/Piva pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) no período entre 2013 e 2016. O Ministério do Esporte detalhou os valores aplicados diretamente pelo COB e os descentralizados para as confederações esportivas, com itens como projetos, preparação de atletas e realização de eventos. Foram R$ 477,8 milhões em recursos descentralizados e R$ 377 milhões aplicados diretamente, num total de R$ 854 milhões.

- Fiquei muito feliz por essa aprovação. E ser por unanimidade é um diferencial. Dá uma segurança, um aval que é importante. Agora, vamos seguir com o trabalho, para dar sequência às ações de transparência, austeridade e meritocracia na distribuição dos recursos da Lei Agnelo/Piva - afirmou o presidente do Comitê Olímpico do Brasil, Paulo Wanderley. 

Outra questão apontada por integrantes do conselho foi uma possível valorização, dentro do Brasil, dos medalhistas olímpicos de forma individualizada, e não por modalidade.

- A Carta Olímpica diz que temos de valorizar o medalhista. Numa conta assim, são 22 medalhas envolvidas numa conquista do futebol, 12 num time de vôlei. Se a imprensa faz um julgamento diferente, não quer dizer que a gente tenha de adotar o mesmo padrão - afirmou Jorge Steinhilber, do Conselho Federal de Educação Física. 

Além disso, o aprimoramento constante dos esportes é algo que se deve ser levada em consideração. Segundo Bernard Rajzman apresentou um contraponto. 

- Existem algumas confederações que recebem o topo. O atletismo, por exemplo, embora tenha menos resultados expressivos, recebe igual ao vôlei, judô, vela. Mas o triatlo, por exemplo, tem um número muito menor de atletas. A confederação nem teria condições de aplicar recursos maiores - citou.