Jorge Steinhilber é o atual presidente do Conselho Federal de Educação Física (Foto: Divulgação)

Raulzinho surgiu nos Jogos Escolares da Juventude, na categoria de 15 a 17 anos (Foto: Marcelo Machado de Melo)

LANCE!
22/09/2016
20:51
São Paulo (SP)

A medida provisória imposta pelo governo federal que visa excluir a obrigatoriedade das aulas de educação física no currículo escolar do ensino médio foi duramente criticada pelo Conselho Federal de Educação Física (Confef) nesta quinta-feira.

O presidente da República Michel Temer deseja que a reforma escolar entre em vigor em 2018. As principais mudanças no texto da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) excluem a obrigatoriedade de aulas de educação física, artes, filosofia e sociologia, incentiva o aumento da jornada integral (aumento de 800 para 1.400 horas de aula por ano) e a flexibilização da grade curricular, em que os alunos poderão escolher disciplinas de acordo com sua área de interesse.

"O Confef considera um contrassenso que no momento em que inúmeras pesquisas apontam o crescimento da obesidade e do sedentarismo infanto-juvenil, e sabendo que a atividade física é a medida mais eficaz para evitar esse mal, o Governo Federal proponha a retirada da Educação Física do Ensino Médio. Sobretudo por se tratar do país que acabou de atravessar a década de megaeventos esportivos, sediando recentemente os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, onde ficou clara a importância da atividade física na manutenção da saúde e da formação cidadã", publicou o órgão, por meio de uma nota oficial em seu site.

O Confef, inclusive, afirmou que se "compromete a fazer todo o esforço possível junto ao Congresso Nacional a fim de rejeitar a medida". Em até 120 dias, o documento proposto pelo governo deve ser votado pela Câmara dos Deputados e o Senado para se tornar lei.