Superliga Masculina - Giovane comanda o SESC-RJ

Time comandado por Giovane Gávio estreia na Superliga masculina (Foto: Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV)

Carolina Alberti
09/10/2017
15:24
São Paulo (SP)

Era para ser uma grande festa, porém o lançamento da 24 edição da Superliga de vôlei não escapou dos recentes acontecimentos envolvendo o Comitê Olímpico do Brasil (COB). A prisão do então presidente da entidade Carlos Arthur Nuzman foi motivo de questionamento a diversos atletas, treinadores e até dirigentes nesta segunda-feira. 

Treinador do estreante SESC-RJ, Giovane Gávio foi gestor do vôlei do Comitê Rio-2016. Sendo um dos poucos presentes que comentou o assunto, o ex-atleta lamentou o ocorrido. 

- A gente fica triste, porque a gente sabe que estes recursos poderiam ser investidos no esporte. Acho que cada um com a sua consciência, eu fiz o meu melhor nos Jogos Olímpicos - comentou Giovane, que completa: 

- O trabalho do Comitê Rio-2016 era muito sério. A gente era constantemente auditado pelo Comitê Internacional (COI). Todos os parâmetros que a gente usava vinham do COI. Nesse aspecto, eu não vi nada de errado lá dentro aonde eu participei. Fico triste porque é uma situação ruim para o esporte como um todo, mas quem tem que julgar não somos nós. 

Vendo um cenário difícil no esporte nacional, o treinador do estreante na Superliga pede união no esporte. 

- Vamos seguir o nosso caminho, levando a bandeira do esporte porque a gente precisa. Se já era difícil, vai ser um pouco mais agora. Agora que temos que estar unidos, que podem surgir oportunidades. 

O ponta campeão olímpico Lucarelli também lamentou as atuais notícias envolvendo o esporte brasileiro.

- As pessoas, não só no esporte, mas em todos os âmbitos, usam um bem maior para se beneficiar. É uma coisa muito feia. A Rio-2016, para o Brasil foi muito legal, teve uma repercussão muito boa, mas custou muito caro para o país. O legado que ficou da Olimpíada poderia ser fantástico e acabou não sendo tão bom e agora só está piorando. A gente fica muito triste, principalmente os atletas que se dedicaram e as pessoas por trás tiraram vantagem. 

Diferentemente de Giovane e Lucarelli, o treinador da Seleção Brasileira feminina José Roberto Guimarães não quis comentar o assunto. Além dele, o líbero Serginho também preferiu não se pronunciou a respeito.

CBV não comenta investigações envolvendo Nuzman

O diretor executivo da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) Radamés Lattari também absteve-se de comentários sobre as recentes acusações que culminaram na prisão de Carlos Nuzman. Vale lembrar que o presidente do COB comandou a entidade máxima do vôlei nacional durante 20 anos. 

- Todo o esporte brasileiro está triste com esta situação. O presidente da CBV (Walter 'Toroca' Pitombo Laranjeiras) nos orientou e a entidade só vai se pronunciar sobre este assunto assim que tive o julgamento da questão - explicou Lattari. 

O diretor confirmou a presença da entidade na Assembléia Geral Extraordinária desta quarta-feira, convocada no último sábado pelo COB, para discutir, entre outros temas, a carta de Nuzman pedindo seu afastamento da presidência. 

- A CBV estará presente e aí saberemos as deliberações que o COB tomará sobre o caso - completou Radamés.