Andrew Parsons canta o Hino Nacional com Daniel Dias no Estádio Olímpico de Esportes Aquáticos.

(Foto: Cleber Mendes/MPIX/CPB)

Igor Siqueira
01/03/2017
07:20
Rio de Janeiro (RJ)

Março será o último mês de mandato do presidente Andrew Parsons no Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), mas o dirigente, além de fazer uma transição tranquila para o candidato único à sucessão, Mizael Conrado, está analisando o cenário para lançar uma possível candidatura à presidência do Comitê Paralímpico Internacional (IPC). Aproveitando o Carnaval no Camarote Nº1 na Sapucaí, ele conversou com o LANCE! sobre os planos para o futuro.

– Meu mandato termina um mês. Continuo vice-presidente do Comitê Paralímpico Internacional até setembro, quando o atual presidente, Philip Craven, sai. Ainda não tomei a decisão de ser candidato a presidente. É uma posição possível. É uma possibilidade muito grande. Mas eu tenho que terminar o mandato. A partir de março é que vou tomar a decisão – comentou Parsons, que elogiou o sucessor na entidade do paradesporto brasileiro:

– É chapa única, é meu atual vice. Todo presidente gosta de fazer barba, cabelo e bigode (eleição, reeleição e fazer sucessor). O Mizael está aí por méritos próprios.

Mas quais seriam as pendências que Andrew Parsons aguarda para confirmar ou não a candidatura?

– Temos que ver quem mais vai ser candidato. Os nomes só virão em junho. Acho que serão dois, três candidatos. Tenho que conversar com todos que, em tese, me dariam apoio. É mais para ver a viabilidade da candidatura. O retorno, por enquanto, tem sido muito positivo – emendou o dirigente.

DE OLHO NO LEGADO

- Estamos melhorando a administração do Centro Paralímpico, em São Paulo. Assumimos em maio, já com a Paralimpíada na porta. Vai ter um chamamento público em breve para tentarmos estender o tempo de administração. O contrato vai até maio. Era um ano de permissão de uso. A informação é que com o chamamento seria um período mais longo, cinco anos, renováveis para mais cinco - explicou Andrew Parsons, sobre a estrutura na qual a equipe paralímpica brasileira completou a parte final da preparação para a Rio-2016.

Por falar nos Jogos do ano passado, o presidente do CPB vê um legado estrutural grande. Sobre a utilização dos espaços, ele entende que uma comunicação melhor amenizaria a imagem do Brasil.

- Em termos de instalações, temos um legado robusto. O Parque da Barra e Deodoro... Já foi dito pelo próprio ministro Leonardo Picciani. Se comparar com o tempo que levou para que os parques de Londres e Pequim entrassem em ação, estamos bastante velozes. Acho que poderia comunicar melhor isso. Fica a impressão de que não se sabe o que vai fazer. Mas sabe-se o que vai fazer. O que não falta é botar gente para colocar evento e treinamento. O que não falta é entidade esportiva precisando de lugar para treinar - finalizou.