Santos x Luverdense

No jogo de ida do confronto, o Santos goleou o Luverdense por 5 a 1, na Vila Belmiro (Foto: Ale Vianna/Eleven)

Alê Guariglia e Ana Canhedo
17/05/2018
18:56
São Paulo (SP)

A missão desta quinta-feira para o Luverdense já seria complicada por ter de reverter a goleada por 5 a 1, sofrida para o Santos, na partida de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. O resultado na Vila Belmiro exige que o time mato-grossense vença por uma diferença de quatro gols para levar a partida, pelo menos, para os pênaltis. Mas esse é só mais um dos problemas do clube, uma vez que, por ordem judicial, a bilheteria do duelo foi penhorada para garantir o pagamento de uma dívida trabalhista.

O Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região, por meio do juiz Juliano Pedro Girardello, acolheu o requerimento do atleta Valério Gomes dos Santos, conhecido como Léo, que cobra valores referentes às obrigações que não recebeu do Luverdense durante sua passagem pelo clube.

- Ele jogou de abril de 2014 a dezembro de 2014 no Luverdense. Entramos com ação por dívida com o clube. Houve acordo em 2015 para que eles pagassem R$ 165 mil ao Valério em 16 vezes. Atrasaram todas, mas pagaram 12. Depois, não pagaram mais. Em março de 2017, fizemos novo acordo e eles nunca pagaram. Pedimos bloqueio das contas, mandamos ofício à CBF. E hoje foi determinado o bloqueio. Existem mais jogadores com dívidas - declarou ao LANCE! o advogado Filipe Souza.

O bloqueio da bilheteria no Estádio Passo das Emas, em Lucas do Rio Verde, terá um limite de R$ 303.369,43, se esse valor for ultrapassado, o restante ficará com o clube.

Segundo o presidente do Luverdense, Helmute Lawisch, o acordo com o jogador foi feito nesta semana. No entanto, no despacho do Juiz do Trabalho, consta estar pendente a homologação do acerto entre as partes, já que não foi identificada a transferência de qualquer valor.

- Não sei, estou cuidando do jogo. Se acontecer, não será a primeira vez num clube de futebol. Fizemos um acordo na quarta-feira, está tudo certo. Não estou sabendo de nada diferente disso - afirmou ao LANCE! o mandatário.

A ordem foi expedida nesta quinta-feira e terá de ser executada na tesouraria do clube ou por meio de seu responsável financeiro, por um oficial de justiça, que poderá solicitar reforço policial, caso não seja cumprida.