Vitor Miranda comemora vitória contra Clint Hester no UFC 190 (FOTO: Alexandre Loureiro/Inovafoto)

               Vitor Miranda comemora vitória contra Clint Hester no UFC 190 (FOTO: Alexandre Loureiro/Inovafoto)

Carlos Antunes
04/03/2016
09:30
Rio de Janeiro (RJ)

Com duas vitórias seguidas no Ultimate, Vitor Miranda agora tem a oportunidade de fazer sua primeira apresentação fora do Brasil, no UFC 196, deste sábado, em Las Vegas (EUA), diante de Marcelo "Magrão" Guimarães. Em entrevista ao LANCE!, o peso médio comemorou essa chance de atuar nos Estados Unidos, comentou o que espera da peleja contra o compatriota e não poupou elogios ao irlandês Conor McGregor.

Nas três vezes que pisou no octógono, Vitor lutou todas as vezes no Brasil, onde acumulou duas vitórias e um revés, justamente na final do TUF Brasil 3. Para o brasileiro, ele ficou lisonjeado de poder participar de um grande evento e ter a chance do público americano o conhecer melhor.

- Estava acostumado em lutar fora do Brasil em eventos de muay thai, mas lutando MMA será a primeira vez, e ainda mais em um eventão. Me sinto muito honrado, sem pressão alguma e empolgado com essa oportunidade de poder conquistar o público americano - comemorou.

Contra Magrão, Miranda acredita que será um duelo de estilos. Apesar de não ligar do seu rival estar quase dois anos sem atuar, o lutador acredita que cada um buscará sua especialidade no confronto.

- Sei do estilo dele, é cara forte, vai para a luta agarrada. Porém, quando começa a luta a gente traça uma estratégia, mas nunca sabemos o que pode acontecer. Na teoria, ele vai buscar agarrada e eu em pé. Mas nada impede dele mostrar uma boa trocação e eu buscar a luta no chão também - disse.

Na luta principal do show, Conor McGregor vai enfrentar Nate Diaz. Questionado sobre o irlandês, o especialista em muay thai não poupou elogios ao algoz de José Aldo. Segundo ele, o campeão dos penas colocou o Ultimate em um outro nível e faz bem a todos no esporte.

- Sinceramente eu acho fantástico o trabalho dele. Ele está levando o esporte a um outro nível e isso favorece aos próprios lutadores. Não adinta reclamar que o cara fala muito, mas vamos ser mais visto, ter novos fãs. Ele tem feito um grande trabalho por nós. Claro que quando vejo uma luta dele contra o brasileiro, quero ele perca, mas como atleta e empregado da mesma organização, eu aplaudo. Eu jamais faria isso. O Brasil tem cultura de crucificar quem faz isso e eu não sei agir assim. Seria forçado e vai pegar mal para mim. Como não surge um cara desses todo dia, o UFC tem que aproveitar esse estilo dele mesmo - completou o ex-integrante do TUF Brasil.