Luis Fernando Coutinho
27/11/2015
15:50
Rio de Janeiro (RJ)

O fã de lutas ainda está se acostumando com o perfil de Giovani Decker, presidente do UFC no Brasil. Após sete meses à frente da organização, o público já consegue notar diferenças grandes entre a postura do gaúcho, que se destaca cada vez mais presente em eventos do UFC, e a demonstrada por Dana White durante a entrada da franquia no país - atualmente o americano só aparece no país em eventos muito importantes.

Para Decker, parte desse processo em busca de traçar a nova cara do UFC no país é se aproximar dos lutadores da franquia e, por que não, torcer por eles. Apesar de muitas vezes não conseguir esconder o sentimento, o dirigente garante tentar ser discreto e profissional, sem esconder o patriotismo. 

Giovani Decker mantém relação próxima a lutadores (FOTO: Inovafoto/Divulgação)
Giovani Decker e Belfort em São Paulo (FOTO: Inovafoto/Divulgação)


- Confesso que tento fazer isso com descrição, mas não posso pular e tudo mais. A regra geral é não torcer para ninguém. Temos de manter nossa neutralidade. Claro que faço isso tudo com muito profissionalismo. Trato dos, brasileiros ou não, com respeito e profissionalismo. Tento ser o mais profissional o possível. Nos eventos, ninguém me verá pulando, gritando. É uma torcida discreta. Muitas vezes fico com a canela roxa, pois fico tenso, fico chutando a mesa. É uma torcida discreta. Tento mostrar ao fã que sou brasileiro, sou um cara como eles. Quero que o brasileiro ganhe. Sou brasileiro, quero que o negócio ande no Brasil. É uma coisa bastante lógica. Quanto mais brasileiros ganharem, melhor para o fã, ele fica mais contente e é melhor para a marca no Brasil - explicou, em entrevista ao Lance!.

Questionado se não teme por algum tipo de advertência ou comentário a respeito de sua postura próxima dos atletas, Giovani reafirma que sua ideia é atuar com profissionalismo.

- Acho que se eu fizer isso com educação não afeta em nada, não vou estar desrespeitando nenhuma regra do UFC. Vou fazer isso até alguém me mandar parar. Ate agora, ninguém falou nada, estou fazendo com descrição, então... (risos) - declarou.

Por fim, ele detalha o trabalho de relacionamento desenvolvido com lutadores ao longo do início de sua gestão na organização.

- Tenho bastante experiência no mercado para lidar com atleta. A primeira coisa a ser entendida é que os donos do show são eles. Isso tem que ser dito, está claro. Dei essa importância a eles desde o início. Tudo é o balanço. Me acho bastante justo com eles, mas sei quando tenho de dizer não para eles, quando eles ultrapassam os limites, eu explico. Tem esse balanço. Temos sempre os dois lados. Temos de ver o lado deles e o da companhia - finalizou.