Pezão

                Antônio Pezão volta ao UFC neste sábado, em duelo contra Roy Nelson (Foto: Erik Engelhart)

Luis Fernando Coutinho
20/09/2016
11:53
Rio de Janeiro (RJ)

Embora venha obtendo sucesso com inúmeros e turbulentos flagras no UFC desde o início do programa antidoping, a Usada (Agência Antidoping dos Estados Unidos) ainda sofre com reclamações de lutadores, que acusam o sistema de ser extremamente rigoroso e exagerado. Depois de Fabricio Werdum criticar a conduta da agência e pedir a liberação do TRT (Terapia de Reposição de Testosterona) no MMA, Antônio Pezão fez coro ao compatriota.

Em entrevista ao LANCE!, o peso-pesado, que encara Roy Nelson no UFC Brasília, que acontece neste sábado, comentou a declaração recente de Werdum, que sugeriu a liberação do "TRT para todos" e criticou o rigor do programa antidoping conduzido pela Usada.

- Acho que o (Fabricio) Werdum foi feliz nessa declaração. Hoje o nível de fiscalização da Usada fica chato pra todo mundo. Temos filhos, família em casa, e eles batem às seis da manhã para fazer os testes. Se não estivermos na academia quando forem lá, eles reclamam. Tem atletas que naturalmente aos 23 anos tem um nível de testosterona muito maior que um atleta como Hendo (Dan Henderson) , Werdum, eu mesmo... Nosso nível é bem menor. Meu caso é diferente, eu tenho provado a necessidade do tratamento de reposição hormonal. Tenho isso assinado por médico, comprovado que realmente preciso, mas mesmo assim não foi autorizado o uso - explicou, em conversa por telefone com o L!.

A necessidade a que Pezão se refere é por conta da Acromegalia, doença que provoca disfunções hormonais. Ele chegou a ter o uso do TRT autorizado quando a terapia era liberada na modalidade, mas acabou caindo no doping em polêmico caso com seu médico e após o banimento nunca mais fez o uso. Questionado se sente diferença em suas performances desde o fim do TRT no MMA, Pezão explicou que a necessidade se deve aos treinos pesados, e não para suas apresentações no octógono do UFC.

- Fiz as melhores lutas da minha vida sem o uso de nada. Mas o principal não é a luta, é a parte do treinamento, que é muito forte. A maior dificuldade é lidar com o esforço do treino diário. A única vez que fiz o uso foi contra o (Mark) Hunt, mas infelizmente passou do limite e caí no doping por um erro. Tenho uma doença e pra mim tudo isso é mais sofrido que uma pessoa normal. Meu corpo se recupera mais lentamente. Eu concordo com o Werdum (sobre a liberação do uso do TRT), ele foi feliz. Isso não influencia em nada na hora da luta. Pode tomar o que quiser que não influencia em nada. O que vale é o treinamento, sparring pesado. Sobre a luta, garanto que não muda nada - declarou o ex-desafiante ao cinturão dos pesados.

Além de Antônio Pezão x Roy Nelson, o UFC Brasília conta com Cris Cyborg x Lina Lansberg na luta principal do show. O card ainda conta com diversos brasileiros em ação.

Confira as lutas do UFC Brasília
​Cris Cyborg x Lina Lansberg
Renan Barão x Phillipe Nover
Antônio Pezão x Roy Nelson
Francisco Massaranduba x Paul Felder
Thiago Marreta x Eric Spicely
Godofredo Pepey x Mike de La Torre
Card preliminar
Michel Trator x Gilbert Durinho
Rani Yahya x Michinori Tanaka
Jussier Formiga x Dustin Ortiz
Erick Silva x Luan Chagas
Alan Nuguette x Steven Ray
Vicente Luque x Hector Urbina
Glaico França x Gregor Gillespie