Luis Fernando Coutinho
18/07/2016
11:36
Rio de Janeiro (RJ)

No próximo dia 29 dezembro, completam-se quatro anos desde que Junior Cigano tocou no cinturão dos pesados do UFC pela última vez. Depois disso, ele teve mais uma chance, perdeu, enfrentou algumas lesões, derrotas, tempo parado, mas agora está com uma certeza na cabeça. Sua história com o título do Ultimate, e especialmente com Cain Velásquez, quem já enfrentou três vezes no octógono, ainda não acabou.

A última luta entre Cigano e Cain aconteceu em outubro de 2013. Depois da segunda vitória do americano em disputa de cinturão, o caminho de ambos tomou direções diferentes, Velásquez perdeu o título, mas agora ambos vem de vitórias, o que faz o brasileiro sonhar com o quarto encontro no octógono enquanto analisa a situação da categoria dos pesados, que foi protagonizada pelos dois durante dois anos.

- Acho que o Cain mandou bem (no UFC 200), foi lá e daquele jeito curioso de lutar, colocando pressão, conseguiu fazer tudo certo. O Travis sentiu e o Cain venceu no primeiro round. Fez um bom trabalho. Acho que a divisão deu uma movimentada, mas aos poucos as coisas voltam ao lugar certo. Não à toa eu e Velásquez estávamos no topo da lista, de alguma forma somos diferenciados. Claro que teve essa revolução e as coisas mudaram, foi um momento estranho e provavelmente em breve faremos uma quarta luta pelo cinturão - avaliou.

Questionado se acredita que ele e Velásquez ainda sejam nomes acima da média para categoria - ou que se destaquem no meio dos rivais -, Cigano foi direto e sincero.

- Acredito que sim. Não que sejamos diferentes, são todos perigosos. Mas acho que no normal, voltando ao normal de performance, assim como o Cain a gente vai se manter no topo de novo - projetou o peso-pesado brasileiro, em encontro com a imprensa no Rio de Janeiro, na última semana.


Junior Cigano vem de vitória na decisão dos juízes contra Ben Rothwell, em abril. Já Cain Velásquez, nocauteou Travis Browne no primeiro round em confronto realizado no UFC 200. Eles já se enfrentarem três vezes, com duas vitórias para o americano por decisão dos juízes, e um triunfo por nocaute para o brasileiro.