Claressa Shields busca segunda medalha de ouro na Olimpíada Rio-2016

                    Aos 21, Claressa Shields busca segunda medalha de ouro olímpica (FOTO: Luis Fernando Coutinho)

Luis Fernando Coutinho
03/08/2016
14:19
Rio de Janeiro (RJ)

Dois meses depois da morte de Muhammad Ali, maior nome da história do boxe e ícone olímpico, os jovens atletas da seleção americana na modalidade garantiram que sua participação no Rio-2016 terá uma meta a ser cumprida: honrar o legado do maior lutador de todos os tempos.

Em coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira, no centro de imprensa dos jogos olímpicos, na Barra da Tijuca, os atletas comentaram a oportunidade de disputar a Olimpíada em uma temporada tão próxima a morte do ídolo.

- Ali deixou um grande legado, sua morte veio numa hora irônica, perto da Olimpíada. O brilho dele fica no esporte. Espero que possamos homenageá-lo com medalhas nas jogos - afirmou Mikaela Mayer, de 26 anos, lembrando que Muhammad foi um ícone dos jogos olímpicos devido a sua história com a competição, sendo medalhista aos 18 anos e tendo a oportunidade de acender a pira olímpica, em 1996, em Atlanta (EUA).

Mikaela Mayer disputa primeira Olimpíada
   Mikaela disputa primeira Olimpíada (FOTO: Luis Fernando Coutinho)


Outro que citou o legado de Ali foi o Antônio Vargas. O atleta da categoria peso-mosca, revelou que a figura do boxeador está em seu pensamento dias antes de sua primeira Olimpíada.

- Sempre o vi desde criança e ele sempre ele me motivou e inspirou. Ele morreu recentemente e está na minha mente. Tenho ele na minha mente diversas vezes e quero fazer como ele fez na carreira, seguir seus passos - explicou o boxeador de apenas 19 anos.

Principal nome da seleção americana e medalha de ouro em Londres-2012, Claressa Shields, de 21 anos, lembrou o dia da morte de Ali, reverenciou seu legado e detalhou como a lenda a inspirou.

- Ele morreu no dia em que conheci Floyd (Mayweather). Foi estranho... Ali foi o primeiro afro-americano a dizer que era bonito. Eu sou bonita. Ele fez acreditar que todos somos bonitos. Era um dos lutadores mais perigosos e bonitos. Ele uniu as pessoas pelo seu amor. Esse é um dos maiores legados que ele deixou. Ninguém será reconhecido como um atleta tão bom quanto ele foi. Mas ao menos posso chegar perto - projetou a lutadora, que pode se tornar a primeira americana da história a repetir o ouro em olimpíadas seguidas.

Muhammad Ali foi medalha de ouro na Olimpíada de Roma, em 1960. Ele conquistou o título dos meio-pesados. Anos depois, ele jogou em um rio a medalha conquistada após ter sido barrado em um restaurante . Recebeu outra anos depois em 1996, em Atlanta (EUA), quando foi o responsável por acender a pira olímpica, já enfrentando dificuldades por conta do com Mal de Parkinson, doença que o acompanhou por mais de 20 anos.

As competições do boxe começam neste sábado.