Luis Fernando Coutinho
27/08/2016
11:21
Rio de Janeiro (RJ)

O UFC Rio (ou UFC 134), realizado no dia 27 de agosto de 2011, cinco anos atrás, não marcou apenas a trajetória dos lutadores brasileiros que se apresentaram no show. Existe um americano que fez parte daquele evento que viveu um momento marcante, onde teve de lidar com emoções distintas. Forrest Griffin encarou Mauricio Shogun na co-luta principal da noite, perdeu e voou imediatamente para os Estados Unidos, onde sua mulher já estava em trabalho de parto para o nascimento de sua primeira filha.

Em entrevista ao LANCE!, Forrest recorda-se da experiência de lutar no Rio e garante que a situação com a chegada da filha não atrapalhou seu foco na luta contra Shogun. Ele acabou nocauteado no primeiro round, cumprimentou o brasileiro pela vitória e imediatamente voltou para os EUA no jatinho particular de Dana White, presidente do UFC. 

- Lembro que apenas apertei a mão de Shogun, fui até a coletiva de imprensa, mas depois voltei com Dana White no avião dele, e minha filha nasceu 12 horas depois que cheguei. Foi demais, fiquei muito feliz que eu não perdi o nascimento da minha filha. Seria ótimo se tivesse vencido a luta, mas ao menos minha filha estava saudável, isso era mais importante do que a luta - lembrou o ex-campeão dos meio-pesados, em conversa por telefone com o L!.

Apesar da derrota para Shogun, Griffin não dá qualquer desculpa. Para ele, nem a preocupação com a chegada da filha e nem a pressão da torcida influenciaram em seu desempenho no octógono. 

- Uma das coisas que sempre amei sobre o MMA era quando eu tinha uma luta marcada. Quando estou no octógono, não consigo pensar em nada fora aquela luta. É quando encontro o melhor foco da minha vida e não me distraio por nada. A torcida fez muito barulho naquele dia, mas, sabe, teve um pouco de impacto só. Eles até que foram legais comigo, acho até que tive gritos a favor quando entrei na arena - explicou.

Por fim, Forrest se lembra do sentimento que teve ao assinar o contrato para fazer parte de um evento tão especial para o público brasileiro.

- Bem, eu tinha lutado no Brasil algumas vezes antes. Eu sempre gostei do país, ganhei as duas lutas que fiz antes e tive sucesso. Na verdade, me apaixonei pelo jiu-jitsu alguns anos antes do UFC Rio. Então eu meio que sempre amei o Brasil, gostei da ideia de ir para o lugar onde ficavam as raízes do jiu-jitsu brasileiro, onde nasceu a família Gracie, sabe. Os brasileiros são ótimos de qualquer forma - concluiu.

Forrest Griffin se aposentou do MMA em maio de 2013, após lesões crônicas que o afastaram do esporte. Atualmente ele trabalha junto ao UFC participando de projetos sociais e é membro do Hall da Fama desde julho do mesmo ano.