Elizeu

             Elizeu Capoeira tem duas lutas pelo UFC e já pode sentir a mudança em sua vida - (Foto: Divulgação UFC)

LANCE!
18/05/2016
17:10
Erik Engelhart, no Rio de Janeiro (RJ)

Ex-campeão do Jungle Fight, Elizeu Capoeira precisou de apenas duas lutas dentro do UFC para obter uma mudança positiva em sua carreira. O lutador, natural de Francisco Beltrão, no Paraná, recebeu a quantia de cerca de R$ 178 mil em sua última luta contra Omari Akhmedov, pelo belo nocaute conquistado no terceiro round.

A grana extra já tem destino certo e o atleta da CM System avaliou as mudanças na sua vida, desde que passou a lutar no maior evento do planeta, onde possui uma vitória e uma derrota.

- Depois que entrei para o UFC, o que mudou mesmo foi o reconhecimento, as pessoas no local eu vivo vem falar comigo, foi essa a principal mudança. Graças a Deus eu consegui um bônus na minha última luta e irei usar para reconstruir a casa da minha mãe, que pegou fogo em um incêndio há uns três meses. Agora terei a oportunidade de dar esse presente para ela. Isso foi uma das minhas principais conquistas - disse em entrevista ao LANCE!

Elizeu começou nas artes marciais aos nove anos, quando se matriculou em uma academia de capoeira, no interior, já que não existia caratê em sua cidade, arte marcial que seria sua primeira opção.

Com 19 anos, Elizeu foi para o jiu-jitsu, onde herdou o apelido 'Capoeira', para depois migrar de vez para o muay thai, modalidade que foi o trampolim para sua estreia no MMA. 

- Depois de algumas boas lutas no muay thai fui chamado para lutar MMA, aos 21 anos, onde engatei uma sequência de oito vitórias consecutivas.

Se nas artes marciais mistas o apelido de Elizeu é Capoeira, na capoeira, o lutador é conhecido por outro codinome.

- Na Capoeira, meu apelido era coruja, mas como a galera do jiu-jitsu sabia que eu havia feito capoeira, me batizou de Elizeu Capoeira - disse o atleta, que não vê a hora de retornar ao Ultimate. 

- Estou sem lesões e ansioso para marcarem minha próxima luta. Gostaria de fazer pelo menos mais duas lutas neste ano e retornar em julho, seria o cenário ideal, no máximo agosto - concluiu.