Russel Dias
13/09/2017
06:00
Enviado especial a Guayaquil (ECU)

Dois dos melhores goleiros da Libertadores se encontram nesta quarta-feira, quando Barcelona de Guayaquil e Santos iniciam o duelo das quartas de final da Libertadores, no Estádio Monumental do Equador, às 21h45. Os donos da casa contam com Maximo Banguera, de 30 anos, titular da seleção equatoriana. No Peixe, Vanderlei é a referência da temporada e um dos maiores responsáveis pela invencibilidade na competição.

Além da boa fase e do prestígio de suas torcidas, Vanderlei e Maximo Banguera têm mais em comum: a idolatria. Ambos sabem que uma de suas referências na posição é Haílton Corrêa de Arruda, o Manga.

Atualmente morador de Salinas, no Equador, Manga coleciona histórias e títulos por Sport, Botafogo, Nacional do Uruguai, Operário, Internacional, Coritiba, Grêmio e Barcelona de Guayaquil.

Ex-preparador de goleiros do Barcelona, inclusive de Banguera, Manga aposta em um duelo marcado pelos dois arqueiros.

- Banguera foi muito bem contra o Palmeiras, pegou dois pênaltis. Quando chega essa altura da Libertadores, tem que manter o nível. Vanderlei dispensa comentários. Não consigo ver muitos jogos pois aqui no Equador se passam apenas momentos, mas sei que Vanderlei dispensa comentários e merece chance na Seleção Brasileira - opina o ídolo de 80 anos em entrevista ao LANCE!.

Identificado com o Barcelona de Guayaquil, onde encerrou sua carreira como goleiro e iniciou a de preparador, Manga não esconde o orgulho que sente pelo momento de Banguera, quem treinou no início de carreira do atual arqueiro do Ídolo do Equador.

Porém, o ex-goleiro da Seleção Brasileira não quer ver seu discípulo sobrecarregado diante do Santos. Muito menos no Estádio Monumental Isidro Romero Carbo.

- Todos são importantes, 11 defendem a camisa e precisam jogar 90 minutos para ganhar. Não pode depender só do Banguera. O resultado manda. O Santos está aqui para não perder, empatar. Se o Barcelona ganha ainda é difícil para se classificar porque decide em outro campo. Esperam que façam boa partida - conclui.

Manga retornou ao Equador em 2011, quando deixou o Internacional, onde trabalhava nas categorias de base. Segundo o ex-goleiro, a cidade de Salinas, no litoral equatoriano, foi escolhida para passar sua aposentadoria pela tranquilidade e pela receptividade do povo.

- Cheguei aqui em 1980 e fui muito bem recebido. Gosto do país e das pessoas daqui - conta.