Manequins exibem próteses usadas por pessoas com deficiência

Manequins exibem próteses usadas por pessoas com deficiência (Foto: Rio 2016/Priscila Pacheco)

LANCE!
29/09/2016
10:00
Rio de Janeiro

Mais de duas mil próteses e cadeiras de rodas passaram pela oficina da Ottobock na Vila dos Atletas durante os Jogos Paralímpicos Rio-2016.

- Chegamos a fazer 200 atendimentos por dia - disse Merle Florstedt, gerente da empresa, fornecedora oficial de serviços técnicos dos Jogos Paralímpicos Rio 2016.

Cerca de oitenta por cento dos reparos aconteceram em cadeiras de rodas, principalmente as utilizadas nos jogos de basquete e rugby, por causa dos impactos nas competições.

- Às vezes é só encher o pneu, mas outras cadeiras precisam soldar - disse Florstedt.

A manutenção de próteses também movimentou a oficina. Iulian Serban, atleta de canoagem da Romênia, procurou a Ottobock para arrumar o pé e o liner, peça de silicone que liga o coto de amputação à prótese. Já Mihaela Lulea, também atleta de canoagem da Romênia, precisou apenas arrumar o liner.

Os atletas não usam a prótese enquanto estão no caiaque, logo, a manutenção é voltada ao cotidiano. Florstedt comentou que o centro de reparo na Vila não restringiu o atendimento a quem teve algum problema por causa das competições Paralímpicas.

- O importante para nós é a qualidade da mobilidade da pessoa, independente de a peça ter sido danificada no dia a dia ou durante o esporte - disse a gerente.