Fred Gelli e Marcelo Rubens Paiva são dois dos diretores da cerimônia de abertura


Fred Gelli e Marcelo Rubens Paiva são diretores da cerimônia de abertura (Foto: Rio 2016/Gabriel Nascimento)

LANCE!
07/09/2016
08:05
Rio de Janeiro

A norte-americana Amy Purdy, medalhista de bronze no snowboard nos Jogos Paralímpicos de Inverno Sochi-2014, fará uma performance muito aguardada de cerca de 45 minutos e que tem exigido bastante treino. No total, entre idas e vindas, já passou 45 dias no Rio de Janeiro.

- É uma dança contemporânea, com misturas brasileiras - explicou ela, que vem treinando muito o samba.

- É um momento em que revelamos o meu incrível parceiro, que ainda é segredo (sabe-se que é um artista de renome e que não é brasileiro).

- Ter a oportunidade de fazer isso para o mundo inteiro é uma responsabilidade enorme, com milhões de pessoas assistindo. Para isso, treinei forte - completou.

Fred Gelli é um dos vértices do triângulo de diretores do espetáculo, ao lado do jornalista Marcelo Rubens Paiva e do artista plástico Vik Muniz. assim como Amy, os dois primeiros participaram de uma coletiva de imprensa no auditório do Maracanã, e Gelli falou mais sobre o show.

- Quando vemos uma pessoa virar atleta depois de um acidente, parece ser o melhor exemplo de superação - resume ele, dando ideia do foco que tiveram na elaboração do espetáculo.

Sob o tema “Todos têm Coração”, a cerimônia contará com um enorme elenco de dois mil voluntários e 500 profissionais (entre coreógrafos, artistas etc.), distribuídos em dois palcos no gramado do Maracanã, onde ainda desfilarão milhares de paratletas de 176 países. A apresentação ficará por conta de Fernanda Lima e do próprio Marcelo Rubens Paiva, além de Tom, o mascote Paralímpico.

- A cerimônia é o maior símbolo da tolerância e do respeito ao outro - destacou Paiva, autor do célebre livro “Feliz Ano Velho”, em que relata as transformações em sua vida a partir do momento em que se torna paraplégico após um mergulho mal executado numa cachoeira, quando tinha 20 anos.

- Outro ponto que deixa a gente mais livre para criar nesta cerimônia é que a abertura Olímpica tem a obrigação de contar a história do País, de estar ligada aos elementos iconográficos, como Santos Dumont, Carmen Miranda... Nós, não. Estamos ligados à humanidade, à condição humana, ao sentido, à dificuldade, à solidariedade, ao amor, ao coração. Então, é muito mais gostoso de criar - definiu Paiva. O ponto alto da festa, na opinião de Paiva, é o momento da entrada da bandeira do Brasil no palco do Maracanã, junto com a delegação.

- Algo para se preparar os lencinhos (e chorar). Tem tudo muito a ver, as coisas fazem sentido - diz ele.