Alice correa,jerusa geber, lorena spoladore,silvana costa, terezinha(Foto:Cezar Loureiro/MPIX/CPB)

Revezamento 4x100m feminino T11-13 foi prata no Engenhão, com Thalita Simpício, Alice de Oliveira, Lorena Salvatini e Terezinha Guilhermina (Foto:Cezar Loureiro/MPIX/CPB)

Jonas Moura
14/09/2016
21:11
Rio de Janeiro (RJ)

O Brasil conseguiu nesta quarta-feira, nos Jogos Paralímpicos Rio-2016, sacramentar sua melhor campanha na história do evento em total de pódios, com 48, um a mais que em Pequim (CHN)-2008. Mas ainda está distante de superar o número de ouros de quatro anos atrás, em Londres (ING). As medalhas douradas são o parâmetro da meta do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) de encerrar o evento na quinta colocação.

Ao final desta quarta-feira, o país acumulava 10 ouros, 24 pratas e 14 bronzes. Na Inglaterra, foram 21 láureas douradas, até então o melhor resultado no quesito na história dos Jogos. Na capital fluminense, a equipe brasileira faz sua 12ª participação em Paralimpíadas. Faltam apenas quatro dias para o fim das disputas. Tempo curto para buscar um novo feito histórico.

Até o momento, o Brasil teve uma média de pelo menos um primeiro lugar por dia. O restante da semana reserva chances de pódio em diversas modalidades. Mas será preciso aumentar o desempenho atual para quatro medalhas douradas diárias, ou 12 ao todo. Assim, a delegação verde e amarela encerraria sua participação com 22 títulos. O ponto alto dos donos da casa foi na última segunda-feira, com três. Nesta quarta, ninguém chegou ao topo.

Maior astro do time verde e amarelo, Daniel Dias é uma das esperanças para elevar o patamar da nação. Com cinco medalhas no Rio (dois ouros, três pratas e um bronze), o nadador ainda compete em mais duas provas (50m peito S5, na sexta-feira, e 100m livre S5, no sábado. Nos coletivos, goalball e futebol de cinco têm boas chances. Também podem sair títulos no atletismo.

Embora já seja considerado potência no esporte para pessoas com deficiência, o Brasil ainda não está no mesmo nível de outros rivais. A China é considerada um oponente “inalcançável”, já que dominou o quadro de medalhas nas últimas três edições do megaevento. No Rio, segue no topo, com 75 (172 no total).

Em Londres, os asiáticos faturaram 231 medalhas, sendo 95 de ouro. Abaixo deles e à frente dos brasileiros, ficaram Rússia (36 ouros), suspensa da edição do Rio por causa de doping, Grã-Bretanha (34 ouros), Austrália (33), Ucrânia (32) e Estados Unidos (31). Veja no quadro acima como está a briga dos brasileiros com os rivais até agora.

Relembre todas as campanhas do Brasil nos Jogos Paralímpicos

EDIÇÃO/ANO - POSIÇÃO - Nº DE ATLETAS - MEDALHAS

HEIDELBERG (ALE)-1972: 32º; 20 atletas (20 homens) - 0 medalha

TORONTO (CAN)-1976: 31º; 33 atletas (31 homens e duas mulheres) - 1 medalha (prata)

ARNHEM (HOL)-1980: 42º 14 atletas (14 homens) - 0 medalha

STOKE MANDEVILLE (GBR) / NOVA IORQUE (EUA)-1984: 24º; 29 atletas (23 homens e seis mulheres) - 28 medalhas (7 ouros, 17 pratas e 4 bronzes)

SEUL (COR)-1988: 25º; 62 atletas (51 homens e 11 mulheres) - 27 medalhas (4 ouros, 9 pratas e 14 bronzes).

BARCELONA (ESP)-1992: 32º; 43 atletas (33 homens e 10 mulheres) - 7 medalhas (3 ouros e 4 bronzes)

ATLANTA-1996 (EUA): 37º, 60 atletas (41 homens e 19 mulheres) - 21 medalhas (2 ouros, 6 pratas e 13 bronzes)

SYDNEY (AUS)-2000 24º 64 atletas (53 homens e 11 mulheres) - 22 MEDALHAS (6 ouros, 10 pratas e 6 bronzes)

ATENAS (GRE)-2004: 14º; 98 atletas (76 homens e 22 mulheres) - 33 medalhas (14 ouro, 12 pratas e 7 bronzes)

PEQUIM (CHN)-2008: 9º; 188 atletas (133 homens e 55 mulheres) - 47 medalhas (16 ouros, 14 pratas e 17 bronzes)

LONDRES (ING)-2012: 7º 182 atletas (115 homens e 67 mulheres) - 43 medalhas (21 ouros, 14 pratas e 8 bronzes)