Equipe paralímpica de atletismo do Canadá no pátio de entrada do hotel em Juiz de Fora

Equipe paralímpica de atletismo do Canadá treina em Juiz de Fora (Foto: Guilherme Leite/UFJF)

LANCE!
29/08/2016
12:39
Rio de Janeiro

A equipe paralímpica de atletismo do Canadá, que treina desde domingo em Juiz de Fora (MG), quer conquistar de 10 a 12 medalhas na Paralimpíada do Rio-2016, que começa dia 7 de setembro e vai até o dia 18. Dessas medalhas, a equipe espera ganhar pelo menos 5 de ouro e ficar entre os 15 primeiros colocados no ranking geral. Em Londres-2012, o país conquistou nove pódios e a delegação ficou na 20ª posição.

Um dos destaques da equipe que está em Juiz de Fora é Ness Murby, atual vice-campeã mundial no lançamento de dardo, na categoria F11, de pessoas com deficiência visual. O maior medalhista recente é Brent Lakatos, que não veio à cidade. Possui três pratas dos Jogos de Londres e três ouros do Mundial de Doha, em 2015.

Outra atleta, Diane Roy, não tem a medalha como meta principal. Ela vem ao Brasil pela primeira vez a fim de “viver cada momento desta Paralimpíada”, que, apesar de ser a sexta de que participa, tem traços próprios. A corredora, com cadeira de rodas, terá um torcedor a mais: seu filho de um ano de idade.

- Nunca se sabe como ficará seu corpo depois de uma gravidez e sobre como será a saúde do bebê. Mas tudo saiu bem, por isso, decidi voltar a competir e ir ao Rio - disse Diane, de 45 anos, que entrou, em 2009, para o Hall da Fama Terry Fox, para quem se tornou referência para pessoas com deficiência no Canadá.

- Algumas pessoas acham que estou velha para competir, mas provei que posso estar aqui e penso que serei capaz de fazer um bom trabalho. Fiz tempos muito bons, em corridas, nos últimos dois meses, por isso, tudo é possível. Estou entusiasmada com os Jogos, que podem ser os últimos de que participo - completou a atleta, que perdeu o movimento das pernasquando tinha 17 anos, após um acidente com quadriciclo.

Coordenador da delegação olímpica de atletismo, Peter Eriksson afirmou que a participação do Canadá nos Jogos Olímpicos do Rio é a melhor do país desde 1932.

- Todos os nossos medalhistas treinaram em Juiz de Fora e também tive quatro atletas que ficaram em quarto lugar e que estiveram aqui. A cidade nos ajudou a ter nossa melhor campanha no atletismo. Graças à universidade tivemos esse suporte.

A atuação canadense teve como principal destaque na mídia o velocista Andre de Grasse, medalhista de prata nos 200m e de bronze nos 100 e no revezamento 4x100m. O atleta protagonizou com o jamaicano Usain Bolt uma das cenas mais divertidas dos Jogos, quando os dois sorriam um para o outro ao liderarem, com folga, uma das semifinais dos 200m.

A visibilidade do atletismo praticado pelo país, nos Jogos, é boa para “atrair mais atletas, patrocinadores, financiamento e apoio do Governo, uma vez que natação e atletismo não tiveram bons resultados, em 2012, mas se tornaram os dois melhores em 2016”.