Andrew Parsons exaltou diversidade das medalhas e aumento no número de atletas que chegaram ao pódio no Rio 2016.

Andrew Parsons canta o Hino Nacional com Daniel Dias (Foto: Washington Alves/CPB)

LANCE!
25/09/2016
10:40
Rio de Janeiro

Na opinião do presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons, o Brasil estabeleceu uma meta agressiva e ambiciosa para os Jogos Paralímpicos do Rio-2016. O esperado quinto lugar no quadro de medalhas não veio. O país terminou em oitavo, abaixo da sétima posição conquistada em Londres-2012. Mas, o discurso foi de otimismo e de esperança de que foram plantadas importantes sementes para o futuro.

- A gente pode considerar essa a melhor participação, apesar de não ter chegado ao quinto lugar no ranking de medalhas de ouro. Era uma meta, não uma promessa. O resultado nos dá confiança de que estamos no caminho certo. Aproveitamos bem esse ciclo, aumentamos o espectro de modalidades. E esta era uma das nossas expectativas: aproveitar esse ciclo para diminuir a dependência do atletismo e da natação e aumentar esse leque - disse Parsons, em entrevista ao Portal do governo Brasil2016.

Entre os dias 7 e 18 de setembro, foram 72 pódios, recorde da história brasileira na Paralimpíada, sendo 14 ouros, 29 pratas e 29 bronzes, 65% a mais do que na edição anterior. Enquanto 42 atletas foram medalhistas em Londres-2012, 113 subiram ao pódio no Rio. Destes, 15 tinham menos de 23 anos. Os brasileiros também registraram 93 melhores marcas e tempos da carreira, quebraram 12 recordes das Américas e um mundial, com Daniel Dias, na natação.

Os resultados citados mostram que o Brasil começa a diversificar suas medalhas, um dos objetivos traçados pelo CPB. No total, o país foi ao pódio em 13 modalidades, outro recorde nas Paralimpíadas, sendo quatro inéditas: canoagem, ciclismo, halterofilismo e vôlei sentado.

- O tênis de mesa teve um resultado muito expressivo. Tinha uma prata por equipes. Agora, além de uma prata individual, a primeira, foram conquistadas outras três medalhas de bronze - citou o dirigente.

Parsons também comentou um momento especial vivido por ele no Estádio Olímpico de Esportes Aquáticos no sábado (17.09). Ao entregar a medalha de ouro para o nadador Daniel Dias, o presidente do CPB foi chamado pelo atleta para subir no pódio, palco sagrado normalmente só pisado pelos medalhistas, e cantar o Hino Nacional.

- Nunca vou esquecer o que ele fez por mim. É a minha medalha de ouro. Ter o reconhecimento de um atleta do porte dele, ser homenageado, cantar o hino do meu país ao lado dele... Eu estava em êxtase, em outra dimensão - agradeceu Parsons.

Parsons exaltou ainda o público, que lotou estádios, ginásios e arenas e teve uma integração especial com os atletas, algo que deve gerar um aumento de interesse da população em geral pelo movimento paralímpico.

- Foram 2,1 milhões de pessoas comprando ingresso. É um resultado fantástico. O carioca e o brasileiro abraçaram os Jogos Paralímpicos. Foi extraordinário. A gente viveu uma conexão entre os atletas com o público que vai gerar mais interesse. Tinha muita gente com deficiência nas instalações. Imaginamos que tenhamos inspirado uma nova geração. A gente conseguiu entregar grandes Jogos, que orgulharam o país e trouxeram para a América Latina a primeira edição. É uma nova fronteira. Dá orgulho de ser brasileiro nessa hora - disse o dirigente.