Aylon (Divulgação)

O atacante Aylon ocupará o lugar do lesionado Vitinho neste domingo, contra o Palmeiras (foto: Divulgação)

Olga Bagatini
06/11/2016
06:30
São Paulo (SP)

O Internacional não terá vida fácil neste domingo. Pressionado pelo risco de voltar à zona de rebaixamento e sem vencer fora de casa desde maio, quando bateu o Santos na Vila Belmiro, o clube gaúcho terá que superar o líder Palmeiras no Allianz Parque, pela 34ª rodada do Brasileiro. Além de encabeçar a competição, o Verdão é dono da quarta melhor campanha como mandante: 11 vitórias, quatro empates e apenas uma derrota, com aproveitamento de 77%.

O panorama, no entanto, não desanima o elenco colorado. Para Aylon, o adversário deve entrar em campo abalado pela derrota para o Santos no último fim de semana - resultado que encerrou uma invencibilidade de 15 partidas e diminuiu a vantagem em relação ao vice-líder Flamengo para quatro pontos, já que o Rubro-Negro empatou com o Botafogo na manhã de sábado.

- A gente tem totais condições de conseguir uma vitória lá. O Palmeiras está abalado por ter perdido o clássico no último jogo, isso aumenta nossas chances de vencer - disse ao LANCE! o atacante, responsável pelo gol da última vitória longe do Beira-Rio, quando o time ainda era comandado por Argel Fucks.

Os últimos resultados do Inter também não foram favoráveis. Pelo Brasileiro, empatou com o lanterna Santa Cruz em casa, diante de 40 mil torcedores. Já na Copa do Brasil, com time repleto de reservas, foi eliminado pelo Atlético-MG e ainda viu o rival Grêmio ir à final após bater o Cruzeiro com tranquilidade. Porém, queda não parece abalar o grupo, cuja prioridade é se manter na elite.

Outro fator que serve de motivação para o Inter neste fim de semana é o desempenho recente contra times grandes. Embora tenha perdido pontos contra os rivais na luta contra a degola, como Vitória e América-MG (perdeu ambos por 1 a 0) e o próprio Santa Cruz, o time comandado por Celso Roth superou equipes da parte de cima da tabela nas últimas semanas, como Santos e Flamengo (venceu ambos por 2 a 1), além de ter segurado um empate sem gols com o Grêmio na Arena.

- Os resultados contra os times pequenos nos farão falta. Já estão fazendo, mas temos buscado vitórias contra adversários muito mais difíceis. A gente cresce nesses jogos, parece ter mais poder de reação. Depois teremos adversários complicados como Corinthians e Cruzeiro. É o tipo de jogo bom de jogar. Enfrentar o Palmeiras pesa, é um time que briga pelo título, mas vamos para São Paulo com o intuito de vencer - acrescentou o jogador, que deve ser titular neste domingo, já que Vitinho não se recuperou de um desconforto muscular.

Danilo Fernandes ecoou o companheiro e reiterou que uma vitória no Allianz Parque não é impossível. O goleiro pregou respeito ao Palmeiras, mas também se mostrou confiante na reabilitação colorada.

– Independente do adversário, precisamos vencer, sempre respeitando ao máximo a outra equipe. Somos capazes de vencer o Palmeiras e de sair dessa situação que nos colocamos. Sport jogou contra eles e teve chance de vencer. Mostra que o Palmeiras não é imbatível – disse o arqueiro na última semana, em entrevista coletiva.

Sob o comando de Roth, o Inter conquistou apenas 10% dos pontos fora de casa, com sete derrotas e um empate. No jogo de ida, no Beira-Rio, o Palmeiras venceu por 1 a 0, com gol de Gabriel Jesus. As dificuldades para parar o líder serão grandes, como reconhecem os jogadores, mas também é grande a vontade do elenco de salvar o Inter do rebaixamento e manter o clube como um dos únicos brasileiros que nunca conheceu a segunda divisão. Será que dá?

Bate-bola com o atacante Aylon:
'A sequência de 14 derrotas levou nossa confiança lá para baixo'

Por que você acha que o Inter chegou a essa situação no Brasileiro?
O primeiro semestre do Inter foi bom, fomos campeões gaúchos. A gente começou muito bem o Brasileiro, chegamos à liderança, e depois acho que ficou muito tempo sem ganhar. Foram 14 derrotas seguidas. Isso levou nossa confiança lá para baixo. Começou a decair, não conseguiu reagir. Nessa reta final, conseguimos encaixar algumas vitórias. A gente estava em penúltimo e conseguiu sair da zona de rebaixamento. O jogo contra o Santa Cruz era para a gente dar uma respirada, foi vacilo nosso. Precisamos recuperar a confiança. 

O que Celso Roth diz a respeito da má fase? (O treinador comandou o Inter em 20 jogos nesta passagem, com seis vitórias, cinco empates e nove derrotas. Fora de casa, conquistou apenas 10% dos pontos disputados)
Ele cobra bastante a gente. Chegou aqui para nos ajudar porque já tinham passado Argel e Falcão. Roth veio para tentar nos tirar dessa. Ele dá confiança para a gente, cobra sempre, tem o estilo dele, um pouco mais defensivo, pensa mais em marcar que jogar.

- E qual o papel de Fernando Carvalho nessa tentativa de se manter na elite?
Quando ele chegou a gente ainda não estava na zona de rebaixamento. É um cara presente no dia a dia, sabe o que está acontecendo, vem sempre ao vestiário falar com a gente. Dá apoio antes, durante e depois do jogo. A gente precisa dele para sair dessa situação. Alex e Ceará, líderes experientes e bastante identificados com o Inter, também fazem esse papel.