Coletiva CBB

O treinador croata Aleksandar Petrovic e o presidente Guy Peixoto, durante o anúncio feito nesta terça-feira (Foto: Carolina Alberti/LANCE!)

LANCE!
24/10/2017
20:34
São Paulo (SP)

Na divulgação da divisão da verba da Lei Agnelo Piva para as confederações olímpicas brasileiras em 2018, chamou a atenção o valor projetado para o basquete. Uma das modalidades mais populares do Brasil, com três títulos mundiais (dois no masculino e um no feminino), além de cinco medalhas olímpicas (uma de prata, no feminino, e quatro de bronze, sendo três com os homens), o basquete tenta sair do fundo do poço.

Os anos de péssima administração na gestão Carlos Nunes cobraram a conta. Na proposta apresentada pelo COB, o basquete brasileiro terá direito a R$ 2.072.438,71. É menos do que modalidades bem menos tradicionais, como o golfe (R$ 2,3 milhões), rúgbi ou badminton (R$ 2,2 milhões).

A situação da CBB (Confederação Brasileira de Basquete) preocupa e muito o COB. O Comitê Olímpico do Brasil está se colocado ao lado da CBB para tentar recuperar a modalidade, que chegou a ser suspensa das competições internacionais pela Fiba (Federação Internacional de Basquete) por dívidas contraídas pela gestão Carlos Nunes.

Uma destas ações foi concretizada nesta terça-feira, com o anúncio da contratação do técnico croata Aleksandar Petrovic, para comandar a Seleção Brasileira masculina adulta no ciclo olímpico até Tóquio-2020. Os salários do croata serão pagos pelo COB.

- Temos que ter uma atenção especial com o basquete. O Brasil ama o basquete. Já nos reunimos algumas vezes com a CBB e a contratação do treinador croata será o pontapé para este plano - afirmou Jorge Bichara, gerente de performance esportiva do COB.

O apoio ao basquete brasileiro, porém, não ficará resumido apenas à contratação de um treinador estrangeiro, segundo o dirigente do COB.

- Vamos fazer um estudo para fortalecer as categorias da base do basquete, além de outras coisas. Eles sabem que têm um desafio enorme pela frente, mas precisam de uma cuidado intenso. Na Olimpíada, pudemos ver o quanto a torcida brasileira tem carinho pelo basquete - explicou Bichara.

Para Agberto Guimarães, diretor executivo de esportes do COB, a CBB pode esperar por algum socorro financeiro por parte do COB além dos valores previstos pela Lei Piva.

- Antes de finalizarmos os critérios da Lei Agnelo Piva para 2018, tínhamos acordado com a nova gestão da CBB que ela teria um apoio especial. Além de garantir os recursos para a contratação do novo técnico da Seleção masculina, vamos ajudar o basquete a pensar como no todo, na forma como eles podem melhorar a questão da gestão. Neste ponto, a participação da Adriana Behar neste relacionamento entre COB e CBB, será importantíssimo. Queremos ajudá-los a andar com as próprias pernas - afirmou Guimarães.