Bolaños (Foto: Divulgação)

Bolaños recebeu cotovelada de William (Foto: Divulgação)

RADAR/LANCE!
07/03/2016
12:06
Porto Alegre (RS)

A fratura de Miller Bolaños no Gre-Nal deste domingo, disputado na Arena do Grêmio, válido pela oitava rodada do Campeonato Gaúcho, após uma cotovelada de William, do Internacional, fará o Grêmio a buscar medidas judiciais para punir o adversário que, no lance, nem sequer foi advertido pelo árbitro Anderson Daronco. Usando as imagens de televisão, os tricolores pretendem conseguir deixar o lateral colorado fora do futebol pelo mesmo tempo que o equatoriano.

- Desde ontem (domingo) o Grêmio começou a fazer seus contatos e encaminhar esse assunto sob ponto de vista jurídico. Olhando toda as informações sobre vídeos para que possamos fazer aquilo que seja justo, ou seja, punir severamente uma agressão muito bem caracterizada. O juiz não fez a punição desportiva, que nós posamos fazer, até em respeito ao atleta que vai ficar mais de trinta dias sem exercer sua atividade profissional. Que nós possamos ter uma possibilidade de punição ao William. Até para que seja pedagógico. Ele é “useiro e vezeiro” disso. Tem muito potencial, tem muito a evoluir, mas pode comprometer sua carreira por entender que pode usar violência, pode usar o cotovelo, faz parte do futebol, mas isso não faz parte do futebol - afirmou Rui Costa, diretor excecutivo do Grêmio, nesta segunda-feira, ao Canal "SporTV", ressaltando a gravidade da lesão de Bolaños:

- Quando ele chegou no hospital, o inchaço no rosto aumentou muito, ficou desfigurado. Queria destacar aqui a coragem desse atleta que jogou 45 minutos com duas fraturas de mandíbula. Ontem (domingo), as pessoas diziam que havia um superdimensionamento. No intervalo, ele cuspia sangue como um lutador de boxe e queria voltar para o jogo. Estamos acompanhando cada momento, cada situação. Não se tem um prazo definitivo ainda. É uma cirurgia muito complicada. Conversei com os médicos que me disseram que se a cotovelada tivesse atingido o rosto do Bolaños 10 cm acima, poderíamos ter tido uma situação trágica. Estamos torcendo pelo ser humano em primeiro ligar, não estamos pensando no investimento. Vai ficar um prazo longo sem poder treinar, sem poder praticar o futebol. Até que volte a ter condições físicas, imagino ser além daquilo que pudéssemos imaginar.

Para o Grêmio, a arbitragem do clássico deveria ter sido conduzida por um árbitro de outro estado, fato que não foi aceito pela Federação Gaúcha de Futebol. Em um jogo em que pouco se viu de futebol, mais uma vez o Gre-Nal foi marcado por lances ríspidos, que não se restringiram a entrada violenta de William em Bolaños. Um destas jogadas foi provoca por Maicon, capitão do Grêmio, que pisou o tornozelo de Rodrigo Dourado. Afirmando não ser parcial, Rui Costa reconheceu que o volante tricolor deveria ter sido expulso, mas lembrou que tudo começou a partir da escolha do árbitro e da não punição ao jogador do Inter.

- Se o William não estivesse de chuteira e camisa, deveria ser punido severamente. Há uma agressão muito grave. Se pega dez centímetros acima, poderíamos ter um resultado bastante dramático. Não estou reivindicando benesses para o Grêmio. Tinha que ter expulsado o William, tinha que ter expulsado o Maicon, não tinha que ter expulsado o Paulão (expulso por jogada com Henrique Almeida), porque não vi lance ali lance de expulsão e teria que ter marcado pênalti (sobre Bolaños, aos 39 do primeiro tempo). São erros graves, importantes e que sem dúvida alguma alteraram o resultado da partida - afirmou o diretor gremista.

A princípio, a expectativa era de que Bolaños pudesse voltar a jogar dentro de um mês. Porém, depois de ser examinado, os médicos acreditam que este prazo pode ser ainda maior. Contratado no mês passado, esta foi a segunda partida do atacante equatoriano com a camisa do Grêmio. Diante da LDU, na última quarta-feira, na estreia dele, Miller teve grande atuação e foi um dos melhores jogadores em campo. O jogador custou cerca de R$ 20 milhões ao Grêmio, que adquiriu 70% dos direitos econômicos dele junto ao Emelec, do Equador.