Atlético PR X Chapecoense

Ribamar, que fez bons jogos recentemente, não conseguiu manter o bom desempenho. (Geraldo Bubniak/AGB)

Rafaela Lorenzen
29/10/2017
11:37
Curitiba (PR)

Após o empate sem gols com a Chapecoense na Arena da Baixada no sábado, a coletiva de imprensa do Atlético-PR teve foco na falta de presença dos torcedores no estádio e no mau futebol apresentado em campo. A equipe saiu vaiada pela torcida.

- A torcida diz o que quiser. Não entro nesse jogo de insultos. Sou pago para treinar e tentar fazer o melhor, não bater boca - disse o técnico Fabiano Soares quando questionado sobre um possível desentendimento com torcedores ao final da partida.

O meia Nikão também comentou sobre como a presença da torcida é importante e que o desentendimento entre a diretoria e os torcedores "acaba respingando no time". Na sequência, o atleta preferiu não dar mais margem ao assunto.

- Agora é procurar fazer os seis pontos e ficar em uma situação confortável com foco na Libertadores - completou.

Além da falta da presença da torcida, que novamente ficou em bom número fora do estádio, em protesto com a política da diretoria atleticana, o treinador avaliou que a equipe teve um bom desempenho e "culpou" a proposta de jogo da Chape. Apesar da sua avaliação, o Furacão teve raras chances criadas e um rendimento pragmático em campo.

- Jogar aqui é uma pressão tremenda. A torcida bota pressão no contrário e, às vezes, no nosso time. Quando uma equipe quer (jogar) e a outra não quer, não tem como. Jogar com 11 jogadores em 50 metros, defendendo a baliza, com o goleiro fazendo anti-jogo e jogador fazendo cai-cai, é complicado. Fizemos o possível e o impossível - completou o treinador, que disse ainda que o elenco não possui "grandes jogadores que resolvam em cinco minutos em campo", falando de Felipe Gedoz especificamente.

Com 42 pontos, o Atlético-PR é o nono colocado e está a cinco pontos do G7. No próximo final de semana, a equipe paranaense enfrenta o Cruzeiro, no Mineirão.