Vasco x Paraná

Situação do Paraná se inverteu e jogo como mandante, mas sendo visitante, é importante para não ver rivais se aproximarem. (Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

Guilherme Moreira
21/10/2016
21:39
Curitiba (PR)

O Paraná encara o Vasco da Gama neste sábado, às 16h30, em Cariacica-ES, pela trigésima segunda rodada da Série B, vivendo um momento diferente de um turno atrás. Da briga pelo G-4, o time paranaense teve uma queda brusca e agora luta para não ser rebaixado.

Pela décima terceira rodada, o Tricolor enfrentava o então líder time carioca fora de casa e uma vitória o colocava perto do grupo seleto que sobe à elite. O triunfo por 2 a 1, de virada, em São Januário confirmou o segundo resultado positivo seguido e o terceiro jogo sem perder. Na partida seguinte, outra vitória contra o Bragantino e a quinta colocação na tabela.

De lá para cá, o sonho de retornar à Série A foi ficando cada vez mais longe da Vila Capanema. Empates, muitas derrotas e protesto de torcedores em treino. O técnico Marcelo Martelotte, que já substituía Claudinei Oliveira, foi demitido e Roberto Fernandes assumiu. Os resultados continuaram não vindo e a crise em campo continuou também fora das quatro linhas: novo protesto de torcedores , agora no aeroporto, após goleada para o Goiás por 4 a 0 e anúncio da venda de mando de campo.

A direção paranista, que acumula R$ 433 mil em prejuízo atuando no Durival Britto e Silva, não imaginava no início do mês que o confronto desta tarde fosse tão importante. Com uma vitória nos últimos sete jogos, o Paraná segue "namorando" o Z-4 da Série B. Para piorar, o duelo que seria ao lado da torcida azul, vermelha e branca passou para um reduto cruz-maltino, que briga pelo título do Campeonato Brasileiro, mas também vive um período ruim e de questionamentos. 

- Eu fui formado por esse clube. Tudo que tenho, eu devo ao Paraná Clube. Vir nesse momento do campeonato para dar essas explicações me dói muito, me machuca. No início, o sonho que eu e o torcedor tínhamos era de chegar nesse momento brigando lá em cima. Agora o momento é triste e dói ter que dar uma explicação, mas que não vai confortar o coração do nosso torcedor. Eu não vou colocar mais lenha na fogueira, até porque a gente está em uma situação complicada - comentou Marcos, capitão e ídolo do clube.

Com 36 pontos e na décima quinta posição, a distância para a zona de rebaixamento continua de seis pontos, mas a gordura tem sido mantida mais pela ineficácia dos adversários do que pela competência paranista. Assim, o sonho pode virar pesadelo em uma eventual queda para a Série C. Algo que o goleiro do Tricolor promete que não pode e nem vai acontecer.

- Seria um sonho encerrar a carreira com o clube na Série A. Esse foi o meu foco e o meu objetivo. Até por isso que eu voltei. Eu não deixei a qualidade de vida que eu tinha na Europa, com minha família, não deixei um contrato e dinheiro para trás para vir aqui simplesmente encerrar a carreira. Eu vim aqui para conquistar algo, para fazer uma nova história, para ajudar o clube a conseguir esse acesso. É uma coisa que incomoda a mim e a todo torcedor. Eu tinha forças físicas e psicológicas para ajudar o Paraná Clube. Em todos os momentos que vim ao treino, vim com esse pensamento e dei o meu melhor. Com relação ao futuro, vamos deixar para depois. O foco agora é tirar o Paraná dessa situação e ver o torcedor mais aliviado - completou.

Para o duelo deste final de semana, que a diretoria vendeu por aproximadamente R$ 300 mil para uma empresa, o técnico Roberto Fernandes não terá o lateral-direito Lucas Taylor, suspenso pelo terceiro amarelo, e o volante Wellington Reis, expulso contra o Joinville na última rodada. No entanto, o treinador conta com cinco retornos: o goleiro Marcos, o zagueiro Leandro Silva, o zagueiro Alisson, o meia Diego Tavares e o atacante Fernando Karanga cumpriram suspensão automática e ficam à disposição.

O Paraná deve ir a campo com: Marcos; Leandro Silva, Pitty, Alisson e Rafael Carioca; Anderson Uchoa, Fernandes, Nadson e Murilo Rangel; Diego Tavares e Fernando Karanga.