Rodolfo goleiro do Oeste

Rodolfo se destacou na Série B do ano passado, atuando emprestado pelo Oeste. (Fernando Roberto/Oeste)

Daniel Piva e Guilherme Moreira
23/01/2018
13:53
Curitiba (PR)

O goleiro Rodolfo, 26 anos, não deve ficar no Atlético-PR nesta temporada. O arqueiro, que possui contrato até junho deste ano, não aceitou a proposta de renovação do time paranaense até agora.

Após empréstimos à Ferroviária-SP e Oeste, o atleta vinha treinando com o time principal, comandado por Fernando Diniz, e a ideia era utilizá-lo durante a temporada. Os concorrentes da posição são Léo e Santos, mas ele saiu na frente neste início, até por ter facilidade de jogar com os pés - algo valorizado pelo modelo de jogo do treinador.

Mesmo assim, Rodolfo não vem demonstrando interesse em seguir no CT do Caju. O LANCE! apurou que o Furacão ofereceu mais três anos de contrato, com salário de aproximadamente R$ 60 mil mensais. Não foi aceito por consideram que é abaixo do mercado. Léo, por exemplo, recebia R$ 27 mil no São Paulo e agora ganha perto de R$ 80 mil no Rubro-Negro.

Para piorar o quadro, o goleiro faltou a um treino na última sexta-feira e foi afastado momentaneamente por indisciplina pela comissão técnica. Paralelo a isso, o Fluminense procurou o estafe do jogador, que analisa a proposta.

- Não houve nenhuma indisciplina. O que acontece é uma situação estritamente comercial. Mas a partir do momento que o Rodolfo não aceitou (a renovação), ele começou a escutar dentro do clube de diretores que seria afastado e outras coisas. Por isso não foi treinar. E nós não vamos tolerar ele sendo ameaçado. Desde que iniciou os treinos, ele está se dedicando ao máximo. Tanto que foi titular em todos os treinamentos - afirmou Israel Bodziack da Silva, responsável por gerenciar a carreira dele, ao jornal Gazeta do Povo.

Apesar do cenário desfavorável no momento, o Atlético-PR vai tentar uma nova conversa para segurar o goleiro. O Furacão tentará convencê-lo com o argumento de que o recuperou para o futebol, já que ele foi pego no exame antidoping em agosto de 2012 e assumiu o vício em cocaína, sendo sido reabilitado com investimentos atleticanos. O mais provável é a rescisão.

- Tudo o que foi gasto pelo clube, foi descontado na folha salarial do Rodolfo. O que o Atlético-PR fez foi apenas o que era obrigação, porque ele estava doente e era funcionário do clube - rebateu o empresário da Elenko Sports.

Revelado no rival Paraná Clube, Rodolfo chegou à Baixada há seis anos após passagem pelo Internacional.