Rodrigo Pastana, Wagner Lopes

Rodrigo Pastana (à esq.) e Wagner Lopes (à dir.) assumem o clube paranaense. (Divulgação/Paraná)

Guilherme Moreira
04/12/2016
19:43
Curitiba (PR)

O Paraná Clube definiu no sábado o seu novo comando executivo e o técnico para a temporada 2017. Rodrigo Pastana e Wagner Lopes chegam para implementar uma nova metodologia de trabalho, com a utilização de atletas da base, visando as disputas de Campeonato Paranaense, Primeira Liga, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro da Série B.

Pastana, 40 anos, chegou a ficar perto de sair antes mesmo de assumir o clube paranaense. Por divergências no planejamento, o dirigente ameaçou não ficar no Tricolor, mas foi convencido pela direção. Já Tcheco, que seria o novo gerente de futebol, não voltou atrás na decisão e a cúpula busca um novo nome.

O executivo tem alguns acesso de divisões e sabe que a volta à Série A nacional é a grande obsessão do Paraná. Em 2006, ele participou da equipe de staff do Grêmio Barueri no acesso à Série B e, dois anos depois, o clube paulista chegava à Série A. Os outros acessos foram no Criciúma (2012) e Figueirense (2013). Além disso, no ano passado, corrigiu a rota do Ceará, que era lanterna na virada do turno e conseguiu se manter na Série B do Brasileirão, após a sua chegada.

- As mudanças deverão ser profundas, o que é normal num cenário como este. O clube tem uma boa infraestrutura, mas que pode ser otimizada. O objetivo é estar com tudo ajustado até o dia 2 de janeiro, quando daremos início à nossa pré-temporada. O sucesso é consequência de um trabalho realizado ao longo da temporada. Então, não prometemos título ou acesso, mas sim a coerência de um trabalho que possa resultar em um grupo equilibrado e competitivo - explicou o executivo.

Assim que oficializou o seu acerto com o clube, Pastana encaminhou a contratação do técnico Wagner Lopes, 47 anos, que trabalha pela primeira vez no futebol paranaense. Ele estava desempregado desde agosto, quando foi demitido do Sampaio Corrêa, com duas vitórias, seis empates e nove derrotas - aproveitamento de apenas 23,5%.

- Estou muito feliz com essa oportunidade. Sei da tradição do Paraná e do peso desta camisa. Já conheço a estrutura do Paraná e tenho a certeza de que vamos fazer um grande trabalho, mesclando jogadores da base no grupo principal. Gosto desse tipo de desafio, moldando esses garotos à nossa filosofia de trabalho - declarou Lopes, que trouxe o auxiliar-técnico Sandro Rosa.