Marcelo Martelotte, Leonardo Oliveira, Hélcio

Presidente Leonardo Oliveira (ao centro) confia no acesso à Série A junto com os novos profissionais. (Divulgação/Paraná)

Guilherme Moreira
16/06/2016
17:33
Curitiba (PR)

Na tarde desta quinta-feira, o Paraná oficializou a vinda do técnico Marcelo Martelotte para a vaga de Claudinei Oliveira. A direção ainda apresentou o ex-jogador Hélcio Alisk como executivo de futebol.

O treinador retorna à Vila Capanema após nove anos, quando foi auxiliar-técnico de Pintado, um dos comandantes que levaram a equipe ao rebaixamento na Série A, em 2007. Na ocasião, foram apenas dois meses de trabalho, com dez jogos: três vitórias, quatro empates e três derrotas.

A escolha, que passou pelo novo dirigente e foi adiantada pelo Lance!, é a esperança do clube paranaense em retornar à elite do futebol brasileiro. Martelotte assume o Tricolor em um cenário parecido com o do Santa Cruz, ano passado, que saiu da zona de rebaixamento para o vice-campeonato da Série B.

- Eu sei da tradição do Paraná e sei o quanto o torcedor paranista espera esse acesso. Esse desafio somado a estrutura do clube me motivou a aceitar. Assim que foi feito o convite eu aceitei. Nós temos o objetivo final que é o acesso e não existe fórmula mágica. Não adianta ter ansiedade para entrar no G-4. O importante é estar lá na 38ª rodada - afirmou o técnico de 47 anos, que firmou vínculo até o final do ano. 

Na décima segunda colocação, com 13 pontos em nove jogos, o Tricolor espera que o comandante faça variações no esquema tático e melhore o rendimento em campo. No Santinha, logo que chegou, o técnico mudou o sistema e deu nova cara ao time até chegar ao acesso.

- Sei da força dessa camisa e o clube possui um elenco de bom potencial. Não trabalhei com nenhum desses atletas, mas conheço todos de jogar contra e de observar o futebol brasileiro - garantiu.

Já Hélcio, que atuou como no Paraná nos anos 90 e 2000 com títulos estaduais (1994, 1995, 1996), nacional (Módulo Amarelo em 2000) e até a faixa de capitão, assume a vaga de superintendente de futebol de Durval Lara Ribeiro. Vavá foi afastado do dia a dia, mas seguirá dando conselhos. 

Hélcio
Hélcio, nos anos 90, atuando contra o Flamengo no Pinheirão. (Divulgação/Paraná)

- O Vavá é um cara inteligente e nós vamos conversar, mas eu chego com autonomia para trabalhar. Chego para ajudar. Só aceitei por ser o Paraná, pois não tenho pretensão de ser um executivo profissional. Chega o momento que você compra a ideia de um projeto e eu vi o sacrifício da diretoria para melhorar a situação do clube. Por isso eu voltei ao clube - declarou.

O anúncio do ex-atleta surpreendeu a todos, pois Alisk trabalha como empresário no futebol e, inclusive, ajudou a trazer novamente o atacante Henrique, que estava no Bahia e jogou no Tricolor em 2015. O jogador é um dos seus clientes. Ou era.

- Eu já esperava que fosse ser questionado sobre o conflito entre a minha função de empresário com o novo cargo no Paraná. Por isso, eu encerrei o meu vínculo com todos os atletas. Eu estou no futebol desde os 12 anos, e hoje com 47 anos, nunca me afastei do futebol. Senti muito em largar essa função (empresarial), mas eu sinto que o Paraná precisa de mim - finalizou.

Nesta sexta-feira, o Tricolor recebe a Luverdense, às 21h, na Vila Capanema, pela décima rodada da Série B.