Mosquito

Mosquito se destacou nas categorias de base, mas ainda não atuou no profissional. (Divulgação/Coritiba)

Guilherme Moreira
13/04/2018
15:31
Curitiba (PR)

Em mais um capítulo da briga com o Coritiba, o atacante Mosquito, 20 anos, conseguiu um parecer favorável do Ministério Público do Trabalho (MPT) juntado nesta sexta-feira. Um novo julgamento sobre a liminar deve ser marcado entre o fim de abril e início de maio.

Após entrar com a ação de rescisão e ter a liminar indeferida em primeira instância, os advogados entraram com um mandado de segurança para tentar conseguir o fim do vínculo. O desembargador, em segunda instância, negou a liminar também, enquanto o processo do mandado continuou.

No final desta semana, entretanto, o MPT acatou a tese do atleta para a rescisão e o mandado de segurança irá a julgamento por três desembargadores. Mosquito cobra a falta de depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pelo período de 22 meses, de outubro de 2013 até junho de 2015, além do FGTS sobre o 13º salário de 2013, 2014 e 2017.

A defesa do Verdão alega que, como o jogador renovou o contrato em maio de 2015, presume-se judicialmente que a dívida foi 'perdoada' e que o débito atual é somente desse período pós-renovação. Até o momento, a Justiça tinha o mesmo entendimento e o cenário mudou com o parecer favorável à rescisão emitido pelo MPT no mandado de segurança.

- Fica muito difícil que não haja a rescisão do contrato. O Ministério tem uma força e um peso muito grande e, normalmente, os juízes acatam o parecer - afirmou o advogado Filipe Rino, que representa o atleta.

Na última audiência, realizada no início do mês, o Coritiba recusou a proposta feita pelo Mosquito, de rescisão contratual com 20% dos direitos econômicos em uma venda futura, que não pode ultrapassar os R$ 2 milhões. O staff do jogador, aliás, com o novo entendimento do Ministério, deve retirar essa oferta. O Coxa, por outro lado, havia oferecido um contrato de três anos, com salários de R$ 30 mil, R$ 40 mil e R$ 50 mil, respectivamente, além de acréscimos de produtividade.

- Ele não aceitou a renovação. Ele está há 11 anos no clube, respondemos por toda a formação dele, demos todo o suporte. Pra mim é um ato de ingratidão. Em nenhum momento afastamos ele e, no último sábado pela manhã, ele saiu no meio do treinamento, pediu seu material (negado) e não retornou mais - afirmou Samir Namur, presidente do clube, em entrevista à TV Coxa, que se colocou à disposição caso o atacante volte atrás e queira continuar no Alto da Glória.

O jogador ainda não fez um jogo como profissional e tem vínculo até setembro. Mosquito já pode assinar um pré-contrato com qualquer clube.