Guilherme Biteco

Biteco (à esq.) entrou bem na segunda etapa, no Paratiba. (Divulgação/Coritiba)

Daniel Piva
06/02/2017
12:28
Curitiba (PR)

A imagem mais marcante do primeiro clássico do futebol paranaense ocorreu após o jogo. Na vitória do Coritiba por 1 a 0 sobre o Paraná, o meia Guilherme Biteco não conteve as lágrimas após a partida por um motivo pessoal.

A emoção não foi por conta da derrota paranista, mas sim pelo fato de ter sido o primeiro jogo do jogador desde a tragédia envolvendo a Chapecoense, que teve como uma das vítimas o Matheus Biteco, irmão do atleta da equipe tricolor paranaense.

Até mesmo os atletas do Coritiba foram cumprimentar Guilherme Biteco após o apito final. O fato emocionou o meia, que não quis dar entrevista na saída do gramado e antes de entrar no vestiário do Couto Pereira, ainda bastante emocionado, ficou sentado conversando com o Tcheco, atual gerente de futebol do Paraná.

Além de ser o primeiro jogo após o falecimento do irmão, a partida deste domingo marcou o retorno dele aos gramados. Ele estava praticamente há um ano sem jogar, devido a uma lesão nos ligamentos do joelho, ainda quando defendia o Ceará.

Biteco entrou no time paranista aos 19 minutos do segundo tempo, assumindo a vaga do prata da casa Alesson. Ele melhorou a movimentação do sistema ofensivo paranista, sendo o responsável, inclusive, pela principal oportunidade do Tricolor, ao cabecear uma bola e exigir uma boa defesa do goleiro Wilson, do Coritiba, quando o placar ainda era de 0 a 0.

Nas redes sociais, o meio-campista se pronunciou:

- Dia estranho pra mim.. voltar a jogar depois de quase um ano e dia de lembrar que meu telefone não vai tocar após os jogos com você me dizendo o que fiz de certo e de errado.. tô em busca do nosso sonho, continua me guiando aí de cima. Te amo - escreveu no Instagram.

O Tricolor volta a campo nesta quarta-feira, em Sorocaba, diante do São Bento, pela primeira fase da Copa do Brasil.