Wilson

Wilson marcou o quarto gol na carreira. (Divulgação/Coritiba)

Guilherme Moreira
25/02/2016
23:29
Curitiba (PR)

Wilson compensou a falha do início da partida. O arqueiro foi para o ataque no último lance do jogo e evitou a derrota alviverde no empate por 3 a 3 contra o Rio Branco nesta quinta-feira, no Estádio Couto Pereira, pela sexta rodada do Campeonato Paranaense.

No lance do primeiro gol do adversário, o goleiro achou que a bola tinha sido disputada e não viu que João Paulo recuou intencionalmente para ele. O camisa 12 segurou e a falta foi marcado dentro da área. Na cobrança, gol do Leão da Estradinha.

A compensação veio no minuto final. Perdendo por 3 a 2, o Coritiba não conseguia infiltrar na zaga vermelha e branca. Assim, com o escanteio a ser cobrado, Wilson foi para a área e deu um leve toque na bola, que bateu na cabeça do adversário e entrou, aos 51 minutos do segundo tempo. 

- A gente vai com esse pensamento, no desespero e final da partida, para tentar marcar. Extravasei por evitar o resultado que era quase certo, e essa vontade superou a falta de técnica - comentou após a partida.

Esse não é o primeiro gol de Wilson em sua carreira. O goleiro tinha marcado três gols, sendo dois de pênalti e um de falta, em suas passagens pelo Figueirense e Vitória. Entretanto, não tinha marcado de cabeça.

- Cabeçada não pegou em cheio, até brinco que tenho medo de cabecear e esse não é meu forte, mas espero que não precise passar mais por isso - completou.

O tento marcado nesta noite foi elogiado pelo técnico Gilson Kleina. O treinador do Verdão admitiu que o goleiro gosta de marcar gols nos famosos rachões, que acontecem no dia anterior de cada partida.

- Nos treinos recreativos, o Wilson sempre vai pra frente. Ele cabeceia muito bem, mérito dele. Não é treinado, mas aconteceu. E ele treina bastante cobranças de falta e bate muito bem também - declarou.

23 anos

O Coritiba não marcava um gol de goleiro há muito tempo. Em 1992, Rafael Cammarota balançou as redes na vitória do Coritiba por 3 a 1 sobre o Operário, de pênalti. O duelo foi disputado no dia 30 de agosto. Na história, nenhum goleiro coxa-branca havia marcado gol com a bola rolando.