Corinthians x Atlético-PR

Autuori, que deve se aposentar como técnico no fim de 2017, tem o sonho de ser presidente da CBF (Foto: Mauro Horita/AGIF/Lancepress!)

Guilherme Moreira
27/11/2016
00:15
Curitiba (PR)

Além de analisar o empate por 0 a 0 contra o Corinthians neste sábado, em Itaquera, o técnico Paulo Autuori criticou novamente a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O treinador do Atlético-PR disse que o momento da Seleção não pode maquiar a realidade do futebol em geral por aqui.

Após a chegada de Tite, o Brasil venceu seis jogos consecutivos e assumiu a liderança das Eliminatórias. A vaga para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia, que antes era um medo, está praticamente assegurada.

Esse bom cenário, entretanto, tem que ser deixado de lado para analisar outro aspecto. Para o comandante atleticano, a Série A mostrou um nível fraco em 2016 e pede novamente que se haja um debate mais qualificado para tentar melhorá-lo.

- Seleção é uma coisa, ganhando, com méritos do Tite, mas o nosso futebol não está bem. Estamos mal devido ao responsável pelo futebol brasileiro. O nível da competição foi de média para baixo. Isso é culpa de quem não dá oportunidade de se desenvolver algo melhor. Não é culpa de técnico, de jogador - afirmou em entrevista após o jogo.

A crítica é para o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, no cargo desde abril de 2015 - ele teve uma licença de três meses nesse período . O dirigente é acusado de corrupção pelo FBI e investigado por Fifa e Congresso Nacional por violações a códigos de ética e má gestão. Além disso, ele não pode sair do País devido ao alto risco de ser preso em qualquer aeroporto.

Em entrevista ao Bate Bola, da Espn Brasil, há três anos, Autuori comentou o que faria se assumisse o alto comando do futebol no Brasil. Ele também já deu declaração ao Globoesporte.com comentando que tem o objetivo de ser presidente da CBF. Após o fim do contrato com o Atlético-PR, em dezembro de 2017, o treinador de 60 anos deve se aposentar da profissão e passar a trabalhar como executivo do futebol.

- Minha ideia seria juntar cabeças pensantes, mesmo com estilos diferentes. Pensaria o futebol de uma maneira geral, cuidar dos estádios, dos gramados. Não é só ajudar a Seleção, tem que ajudar os clubes. Não existe campeonato forte sem clubes fortes. Faria congressos todos os anos, com todas as classes (jogadores, técnicos, dirigentes, árbitros e imprensa), traçar metas e cada ano refazer as coisas. Não é fácil, mas é possível - declarou.