Já em 2006 Ronaldinho Gaúcho, novamente o melhor brasileiro, ficou em terceiro lugar

Ronaldinho, ex-Barcelona, não atua profissionalmente desde 2015. (Foto: CRISTINA QUICLER / AFP)

Guilherme Moreira
13/01/2017
18:05
Curitiba (PR)

Em busca de um nome de apelo, o Coritiba prepara um plano de negócios para trazer o meio-campista Ronaldinho Gaúcho. Antes uma ideia embrionária, a vinda do "Bruxo" teve grande repercussão e a diretoria alviverde decidiu apostar na investida.

O Verdão usou sua nova arma para iniciar uma conversa informal. Vice-presidente de relações internacionais do clube, Juliano Belletti, que jogou ao lado do craque no Barcelona e Seleção Brasileira, plantou a semente com o atleta e seu irmão e empresário, Assis, em um evento na China. E foi bem receptivo, deixando claro que era preciso todo um projeto para cogitar o acerto.

Apesar disso, o craque não é unânime no Couto Pereira. A direção trabalha com cinco nomes e o meia Kaká, por exemplo, já disse que não tem interesse. Além de brasileiros, a cúpula também estuda atletas estrangeiros de impacto, como o Corinthians tenta agora com Drogba.

A discordância pode ser vista nos discursos dos dirigentes. Ernesto Pedroso, ex-vice-presidente de futebol que voltou a ajudar no dia a dia, afirmou que R10 foi descartado totalmente. Já Alceni Guerra, vice-presidente, questionou o colega e confirmou que existe um plano de negócio para viabilizar um grande reforço. O valor mensal a ser pago é de R$ 300 mil, tendo outros ganhos em uma estratégia alinhada ao departamento de marketing.

- Ele faria parte de uma estratégia importante. Queremos valorizar a nossa camisa, estamos absolutamente insatisfeitos com as cifras que recebemos e estamos atrás de um patrocinador de peso, atrairmos interesse do exterior, vender mais camisas, ingressos e também trazer sócios. O Belletti, então, está atrás desse grande craque para viabilizar esse negócio. Um dos cinco que trabalhamos é o Ronaldinho, cujo valores iniciais são possíveis de serem pagos e estamos estudando - disse, em entrevista à ESPN.

A euforia tomou conta da torcida coxa-branca, que usa as redes sociais do atleta para tentar convencê-lo de atuar na capital paranaense. Do lado da diretoria, entretanto, não existia tanta pressa. A princípio, o Nacional-URU era o único concorrente na briga por Ronaldinho Gaúcho, mas outros dois times que disputarão a Copa Libertadores já sinalizaram interesse para o irmão do jogador. A partir deste ano, a competição internacional não é mais um torneio de "tiro curto" para quem entra direto na fase de grupos.


Com a saída da Primeira Liga, o Coxa só tem o Campeonato Paranaense nestes primeiros meses, tirando o primeiro confronto da Copa do Brasil, e a direção sequer aceitou os valores oferecidos pela RPC, afiliada da Globo, para a transmissão do torneio.

O Coritiba deve enviar uma proposta, com tudo detalhadamente elaborado, na próxima semana e partir daí negociar de fato as condições com o jogador e Assis, pessoalmente. A contratação é vista como difícil, mas não impossível e Guerra até já fala em uma base encaminhada.

- O que estamos pensando: as bases já foram discutidas e são aceitáveis. E iremos colocar metas para ele (Ronaldinho). Belletti já discutiu questões contratuais e ele aceitou. Ele se dispôs a vir discutir o contrato. Está perto de 80% certo - declarou para a Rádio Transamérica.

O último clube de Ronaldinho Gaúcho foi o Fluminense, em 2015, quando disputou apenas nove partidas. Ele recebia cerca de R$ 400 mil mensais no clube carioca. Antes, no mesmo ano, ele atuou pelo Querétaro-MEX, marcando oito gols em 29 partidas.