Belgrano x Coritiba

Coxa nunca tinha vencido uma partida internacional em competições oficiais. (Divulgação/Coritiba)

Guilherme Moreira
29/09/2016
00:08
Curitiba (PR)

Fora de casa e com 55 mil pessoas torcendo contra, o Coritiba venceu o Belgrano-ARG por 2 a 1 nesta quarta-feira, pelo jogo de volta das oitavas de final da Copa Sul-Americana, revertendo a vantagem da partida de ida no tempo normal. Nos pênaltis, o clube brasileiro perdeu só uma penalidade, com Wilson defendendo duas e se classificou para as quartas de final ao vencer por 4 a 3. Um resultado histórico, quebrando um jejum: o time paranaense nunca tinha vencido um jogo internacional fora de casa em confrontos oficiais. 

Apesar de sofrer pressão no início, quase não encostando na bola, o Coxa conseguia não oferecer chances ao clube argentino - mesmo com a zaga batendo cabeça uma vez ou outra. E ainda tentava chegar, sem organização à frente.
Aos 9, Leandro recuperou a bola, driblou o marcador e bateu de esquerda por cima do gol defendido por Olave. Com 13, o time da casa assustou. Após boa troca de passes na frente da área, a bola sobrou para Matias Suárez que, de bicicleta, chutou por cima.

Mas aos 29, quando o Coritiba começou a se tranquilizar em campo, a tentativa de golaço deu certo. Só que foi de Bieler. Em escanteio da direita, a zaga não conseguiu afastar, Suárez escorou e o atacante, na pequena área, deu uma linda bicicleta para as redes. 1x0.

Com 31, o Coxa chegou com muito perigo. Juan cruzou na esquerda e Alan
Santos cabeceou sozinho na trave. No rebote, Bareiro tentou imitar Bieler, mas mandou a meia bicicleta por cima. Três minutos depois, em jogada parecida, bola parada na área e Juninho, de cabeça, mandou para o zagueiro tirar na frente do gol.

Tentando girar a bola, o time brasileiro conseguiu achar espaço e abriu a defesa do adversário. Benítez foi acionado pela direita, salvou a bola na inha de fundo e cruzou para Iago aparecer atrás dos marcadores, no meio da área, e cabecear no canto esquerdo do arqueiro. 1x1.

Na segunda etapa, logo aos 7, a zaga alviverde deu bobeira e Suárez driblou Bareiro com categoria, saiu de frente pro goleiro, mas chutou em cima de Wilson. Na primeira chegada, o Coxa virou. Juan cobrou escanteio da direita e Bareiro subiu mais que a zaga, cabeceando para o fundo das redes - a bola ainda bateu no travessão antes de entrar. 1x2.

Melhor em campo e com a posse de bola, o Verdão quase ampliou aos 26. A zaga dos Piratas vacilou, Carlinhos invadiu a área e chutou meio travado em cima de Olave. Com a vantagem no jogo, o time brasileiro diminuiu a ousadia e parou de atacar buscando a classificação direta, conseguindo administrar sem sustos até o fim do tempo complementar.

Nas penalidades, Wilson se garantiu. O Coritiba saiu atrás, com Leandro perdendo um, mas o goleiro coxa-branca chamou a responsabilidade: defendeu uma, converteu a sua e depois fez nova defesa para a classificação. Na próxima fase, o Coxa enfrenta o Atlético Nacional-COL, atual campeão da Copa Libertadores. O primeiro jogo é em Curitiba, no dia 19 ou 20 de outubro, no Couto Pereira.

FICHA TÉCNICA
BELGRANO-ARG (3) 1X2 (4) CORITIBA

Local
: Mario Kempes, em Córdoba (ARG)
Data-hora: 28/9/2016 – 21h45
Árbitro: Julio Bascuñán (CHI)
Auxiliares: Christian Schiemann (CHI) e Raul Orellana (CHI)
Público/Renda: Não divulgados
Cartões amarelos: Farré (BEL); João Paulo (COR)
Gols: Bieler, 29'/1ºT (1-0); Luján, 42'/1º T (1-1); Bareiro, 19'/2ºT (1-2)
Pênaltis: Suárez, Bieler, Lema converteram para o Belgrano, enquanto Luna e Gastón Suárez desperdiçaram. Bernardo, Juan, González e Wilson marcaram para o Coritiba. Leandro errou sua cobrança.

BELGRANO-ARG: Olave; Luna, Cristian Romero, Lema e José Rojas; Lértora, Farré (Bolatti 31'/2ºT), Luján (Barbieri 25'/2ºT), Velázquez (Álvaro Suárez 34'/2ºT) e Suárez; Bieler (Gastón Suárez, 38'/2ºT). Técnico: Esteban González.

CORITIBA: Wilson; Cesar Benitez, Nery Bareiro, Juninho e Juan; João Paulo, Alan Santos, Vinícius (Carlinhos 17'/2ºT); Iago (González 36'/2ºT), Kazim (Bernardo 34'/2ºT) e Leandro. Técnico: Paulo César Carpegiani.