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Atletas alviverdes tiveram tranquilidade antes da bola rolar no clássico. (Divulgação/Coritiba)

Guilherme Moreira
07/03/2016
07:25
Curitiba (PR)

O triunfo diante do Paraná por 3 a 0 no domingo, no Estádio Couto Pereira, esfriou a crise das duas últimas semanas no Coritiba. E o bom desempenho dentro de campo veio com um reforço fora dele: o pagamento dos salários atrasados.

Após pagar uma parte dos débitos no primeiro dia de março, a cúpula coxa-branca quitou o restante na última quinta-feira. O Verdão devia 13º salário, férias e dois meses salariais. Uma tranquilidade que fez o elenco alviverde trabalhar com calma e que acabou refletindo na vitória no clássico.

- Quando você consegue alinhar a situação como foi alinhada, a produção e o desempenho melhoram acentuadamente. Não que eles não deixavam de fazer isso. Mas a gente entende a situação dos atletas - comentou o técnico Gilson Kleina. 

O resultado em campo foi com autoridade. Após sair na frente em um pênalti irregular, o Coxa ainda melhorou o ritmo do primeiro tempo e marcou mais dois gols na segunda etapa. Dominado durante todo o jogo, o líder Paraná não deu um chute a gol.

- Eu acredito em uma sintonia. Sabemos da situação do clube, mas sempre salientei que a diretoria ia colocar a casa em ordem. Um atleta com problemas é um homem com problemas. Mas durante a semana a gente sempre trabalhou - completou o comandante coxa-branca.

Juan, que marcou o gol de penalidade, manteve o mesmo discurso e salientou que o pagamento trouxe calma ao elenco. O ala, que vem atuando no meio-campo, elogiou o esforço da direção para deixar tudo quitado antes do Paratiba.

- Quando as coisas são feitas da maneira correta dentro e fora de campo, as coisas acontecem naturalmente. Essa vitória mostra a garra desse time - sentenciou.

O Coritiba volta a campo no próximo domingo, às 16h, no Eco-Estádio, diante do J. Malucelli. Com 14 pontos, o Verdão é o terceiro colocado do Campeonato Paranaense.

- Espero um novo momento a partir de agora. Em jogos como esse, de exigência física, tática e emocional, o time cresce. Não tomamos um chute a gol. Isso mostra uma mudança de postura, de atitude - acredita Kleina.