Tupi x Paraná

(Felipe Couri/Tupi FC)

Guilherme Moreira
04/08/2016
09:15
Curitiba (PR)

A derrota por 2 a 0 para o Tupi na terça-feira, em Juiz de Fora, finalizou o primeiro turno do Paraná na Série B. Com promessas de lutar pelo retorno à Série A, o clube paranaense está aquém do que planejava no momento.

O Tricolor é o nono colocado, com 26 pontos, e a seis pontos do G-4. Foram seis vitórias, oito empates e cinco derrotas, com um aproveitamento de 45,6%. Na próxima rodada, a equipe paranista recebe o Brasil-RS no dia 19, às 20h30, na Vila Capanema.

- Não está difícil. Temos que melhorar a parte física nessa parada (das Olimpíadas) e voltar forte para o segundo turno. São 19 jogos e dá tempo - afirmou Robson, destaque do time no turno.

Após trocar de técnico (Claudinei Oliveira por Marcelo Martelotte), o Paraná chegou a flertar de perto com a ponta da tabela, até vencendo de virada o líder Vasco da Gama em São Januário, em uma boa sequência sem derrotas (seis partidas). Na reta final, entretanto, o desempenho decaiu e, no momento, não vence há cinco jogos.

- A dificuldade é a mesma para todos, apesar do equilíbrio na competição. Basta melhorar o nível do jogo e dos resultados, conseguindo uma sequência positiva. Isso, em qualquer momento, pode dar uma condição clara de buscar o acesso - comentou o comandante paranista, que estreou na décima rodada, diante da Luverdense.

Para ter chance de voltar à elite do futebol brasileiro, o Tricolor precisa fazer, pelo menos, 35 pontos nas próximas 19 rodadas, com 61% de aproveitamento. Assim, chegaria a 61 pontos e teria possibilidade real de subir - a média de pontuação do quarto colocado da Série B é de 61,8 pontos.

Martelotte, no acesso com o Santa Cruz ano passado, por exemplo, tinha 28 pontos ao final do primeiro turno. Com uma campanha impressionante, o clube pernambucano terminou na segunda colocação, com 67 pontos - apenas atrás do campeão Botafogo.

- Não chegamos na pontuação ideal, mas traz esperança. Um turno é muita coisa e, principalmente, vai depender do que a gente fizer, de sermos capazes . Vamos pensar jogo a jogo, encarar cada partida com caráter decisivo. Depois a gente pensa em um número final, na classificação. A gente precisa entender a importância de cada jogo em pontos corridos - frisou Martelotte.

Sem aporte financeiro, o Tricolor deve seguir com o mesmo elenco até a reta final. Apenas o atacante Fernando Karanga, que treina no CT Ninho da Gralha e aguarda situações burocráticas para ser oficializado, reforçará o grupo. De restante, a comissão técnica não acredita em novos jogadores.

- Eu ainda acredito que o grupo é forte. Não tivemos uma conversa sobre isso. Estamos acreditando na possibilidade desse grupo. Qualquer time necessita e pode buscar reforço. A gente pode ser mais forte, mas não existe dar um passo maior que a perna. Nossa realidade, no momento, é acreditar que podemos subir com o que temos. Se isso se mostrar ao contrário, dificilmente o clube teria condições de trazer mais jogadores - comentou o treinador.

O discurso sobre contratações foi seguido pelo gerente de futebol, Hélcio Aliks, que chegou junto com o técnico. O dirigente do Paraná afirmou que até existe possibilidade de mais alguém vir, mas desde que seja pontual e que seja para resolver.

- Buscar atletas não é fácil, o clube tinha um orçamento e já extrapolou. A gente tem que tentar trabalhar com o que tem e se pintar alguma coisa que seja interessante, para somar, a gente vai trazer. Estamos contentes com o trabalho que todos vem realizando, se dedicando muito em todos os setores - falou em entrevista à Rádio Banda B.

Confira números do Paraná no primeiro turno da Série B 2016:

Ataque: quinto pior, com 17 gols
Defesa: oitava menos vazada, com 20 gols sofridos
Derrotas: quinto time que menos perdeu, com cinco derrotas
Vitórias: oitavo time que menos venceu, com seis triunfos
Empates: terceiro time que mais empatou, com oito duelos