Internacional X Atlético-PR

Walter, com uma bola na trave, fez a única finalização certa do Atlético-PR. (Foto: Ricardo Rimoli)

Guilherme Moreira
01/06/2016
23:07
Curitiba (PR)

Nove gols sofridos em cinco jogos. Mesmo com nova derrota - a terceira até aqui-, dessa vez por 1 a 0 para o Internacional, no Beira-Rio, pela quinta rodada da Série A, o Atlético-PR continua não se mostrando preocupado com a defesa e prefere focar no sistema ofensivo.

De fato, o Furacão não sofreu diante do adversário. O gol levado aos 38 minutos do primeiro tempo, após cobrança de escanteio e reclamação de falta cometida em Cleberson, foi a única chance clara do time da casa. No restante, Weverton não fez uma defesa sequer.

O número elevado de tentos se deve à goleada por 4 a 0 na primeira rodada para o Palmeiras, no Allianz Parque. A equipe rubro-negra levou gols em todas as partidas, mas tem conseguido evitar várias chances aos rivais. 

- A equipe é organizada, do primeiro ao último minuto. Por isso que sofre pouco defensivamente. Tivemos controle do jogo, interpretamos bem o que queríamos. É preciso, agora, melhorar a parte final do ataque - avaliou o técnico Paulo Autuori.

No primeiro tempo, o Atlético-PR criou duas oportunidades claras, com Walter e Giovanny, antes de sofrer o gol da derrota. Já na segunda etapa, mesmo seguindo bem no jogo, o time atleticano teve dificuldades de infiltração e não ofereceu perigo real ao Colorado. Ao todo, foram 11 finalizações erradas, com apenas uma certa (na trave).

- Estou cada vez mais tranquilo com a postura e atitude da equipe. Certamente vamos fazer um campeonato de qualidade, mesmo com um time jovem. Procuramos jogar futebol, com a bola no chão e que acredite no que trabalhamos. Só falta ser um pouco mais agudo no último terço do campo - completou o comandante.

Na décima sétima colocação, com quatro pontos, o Atlético-PR recebe o Santa Cruz no sábado, às 16h, na Arena da Baixada. Apesar de entrar na zona de rebaixamento, o Furacão promete seguir com o mesmo estilo de jogo seja dentro ou fora de casa.

- Temos condições de fazer um torneio de acordo com o clube, que é de alto nível em estrutura, métodos e de organização. Não vamos nos apequenar diante de ninguém, independente de quem e das circunstâncias - finalizou Autuori.