Técnico Cristóvão Borges foi o principal alvo da torcida

Time atleticano esbarrou na forte marcação do Foz na Arena da Baixada (Giuliano Gomes/PR PRESS)

Daniel Piva
03/03/2016
22:00
Curitiba (PR)

O Atlético-PR decepcionou na noite desta quarta-feira e ficou apenas no 1 a 1 com o Foz do Iguaçu, em plena Arena da Baixada. O time chega a quatro rodadas sem vitória no Campeonato Paranaense e a torcida não poupou das críticas o técnico Cristóvão Borges.

A primeira bronca veio ainda na etapa inicial, quando o treinador decidiu sacar o meia Nikão e colocar em campo o atacante André Lima, aos 37 minutos de partida.  "O Nikão não pediu para sair. Foi opção minha. O time estava aceitando a marcação, sem movimentação. Tentei fazer o time reagir", apontou o treinador.
 
No intervalo, Cristóvão Borges fez as outras duas alterações: tirou os laterais Léo e Roberto e colocou em campo Eduardo e o meia Marco Damasceno. "Com eles tentei melhorar a movimentação do time", justificou o comandante.

Com as modificações, o Atlético-PR passou a abusar do jogo aéreo e dos arremates de longa distância. Apesar de ter aberto o placar com o volante Deivid, aos 13 minutos do segundo com um chute de longe, o time sofreu o empate aos 17, com Safirinha de cabeça.

Na base do abafa, o Atlético-PR foi para cima e chegou a pressionar bastante o Foz do Iguaçu. Porém, o ataque não voltou a funcionar, o que irritou muito os torcedores presentes na Arena da Baixada, que não pouparam críticas ao treinador. "É normal acontecer a vaia da torcida quando o resultado não vem. O time tem potencial para muito mais", reconheceu Cristóvão Borges. "Se ganha não tem pressão. Se não ganha tem pressão. Essa é a situação natural. Temos que jogar melhor para não ter pressão", finalizou.