Deivid

(Giuliano Gomes/PR PRESS)

Guilherme Moreira
04/03/2016
17:44
Curitiba (PR)

O gol do empate por 1 a 1 contra o Foz do Iguaçu, na quinta-feira, em jogo adiado da sexta rodada do Estadual, foi marcado novamente por Deivid. O detalhe é que o jogador é volante e demonstra o fraco momento do ataque do Atlético-PR.

Em nove jogos em 2016, o Furacão fez apenas 10 gols - sendo oito pelo Campeonato Paranaense e dois pela Primeira Liga. Somente em um jogo, na estreia contra o Operário (2x0), a vitória veio com dois gols de diferença. Em outras duas partidas, diante do Cascavel (2 a 2) e do Rio Branco-PR (2 a 1), a equipe atleticana fez dois gols. E foi só. O restante é com placar mínimo.

Nove nomes já passaram pelo setor ofensivo nesta temporada: Anderson Lopes, Crysan, Ewandro, Marcos Guilherme, Marco Damasceno, Nikão, Sidcley, André Lima e Walter no setor ofensivo. André Lima, com dois gols, é o de melhor rendimento. Anderson Lopes e Crysan tem um gol, enquanto os demais ainda não marcaram.

Assim, o artilheiro no momento é o marcador Deivid. Com três gols, todos fora da área, o volante acredita que o sistema do agora ex-técnico Cristóvão Borges favorecia seus avanços ao ataque.

- Não esperava (a artilharia da equipe), sei que a minha função primeiramente é resguardar a defesa. Mas nós temos o Otávio como primeiro volante, então dá espaço para sair. Graças a Deus fui feliz - comentou após a partida. 

O ex-comandante rubro-negro vinha cobrando mais capricho nas finalizações. O treinador, que valorizava a posse de bola, via chances serem criadas e, da mesma maneira, desperdiçadas. Depois do empate de quinta, inclusive, defendeu o atacante Walter, que não estava desequilibrando nas três partidas que atuou.

Com somente oito gols, o Furacão tem o terceiro pior ataque do Estadual - apenas Maringá (5) e Operário (4), últimos colocados), tem rendimento pior. Após a demissão de Cristóvão Borges, Bruno Pivetti assumiu interinamente o comando técnico.