Lúcio Flávio

Lúcio Flávio, que converteu pênalti na Arena e perdeu na Vila, foi defendido por Vavá. (Giuliano Gomes/PR PRESS)

Guilherme Moreira
24/04/2016
20:21
Curitiba (PR)

Mesmo sendo derrotado na semifinal do Campeonato Paranaense, o dirigente Durval Lara Ribeiro, do Paraná, quis provocar o Atlético-PR por passar pelo time com dificuldades. O Furacão perdeu de 1 a 0 neste domingo, na Vila Capanema, mas ganhou por 4 a 2 nas penalidades e faz a final contra o Coritiba nos dias 1 e 8 de maio.

- Jogamos com um time que se julga o Barcelona das Araucárias e chegamos. Jogamos contra um time que gasta R$ 3 milhões por mês contra uma folha de R$ 300 mil. Eles tinham a obrigação de jogar e não jogaram. Eles ganham muito e não jogam nada. Pode ter certeza que o Paraná foi muito superior ao Atlético-PR - comentou em coletiva de imprensa.

Vavá também comentou sobre os principais atacantes de cada equipe. Lúcio Flávio, que perdeu dois pênaltis na quinta-feira, pela Copa do Brasil, novamente não foi feliz e errou sua cobrança ao chutar na trave. Já Walter, que ainda não marcou com a bola rolando em 2016, converteu sua penalidade. 

- O Paraná foi muito forte na Vila hoje. Vão me cobrar o Lúcio Flávio (por perder três pênaltis seguidos)? Tem que cobrar o atacante deles que não faz um gol há muito tempo e ganha um monte (de dinheiro mensalmente) - completou.

No fim, o dirigente paranista ainda falou que a mística dos anos 90 do Paraná ser time de chegada valeria caso ultrapasse o Atlético-PR neste domingo e enfrentasse o Coritiba nas finais. No primeiro turno, entretanto, o Tricolor perdeu para o Verdão por 3 a 0, no Couto Pereira, no piro desempenho do ano.

- Tenho certeza que se nós fossemos para a decisão, nós íamos atropelar os coxas porque é outro time que gasta demais. O futebol paranaense precisa aprender que gastam demais para os caras que não jogam nada e por isso que brigam para não ser rebaixado - finalizou, lembrando que o Coxa vem evitando o rebaixamento nas últimas rodadas desde 2012, enquanto o Furacão caiu em 2011.